Apesar da alta de Chicago, soja fecha outubro em queda no Brasil

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Os preços da soja perderam força no mercado brasileiro no mês de outubro, apesar da boa alta acumulada nos contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). A queda do dólar e o desinteresse dos negociadores pressionaram as cotações e paralisaram as negociações.

A saca de 60 quilos seguiu estabilizada em R$ 75,00 entre o início e o final de outubro em Passo Fundo (RS). No período, a saca caiu de R$ 77,50 para R$ 74,50 em Cascavel (PR).

O preço baixou de R$ 75,50 para R$ 74,50 em Rondonópolis (MT). No período, a cotação caiu de R$ 73,00 para R$ 70,00 em Dourados (MS). Em Rio Verde (GO), o preço recuou de R$ 74,00 para R$ 73,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), apesar do avanço da colheita da maior safra da história dos Estados Unidos, os contratos com vencimento em novembro acumularam valorização de 6,3% em outubro, atingindo US$ 10,14 ¼ no dia 27.

O mercado foi sustentado pela boa demanda pela soja americana, com números expressivos de vendas semanais e também com seguidos anúncios de novas vendas para a China.

O fator que pesou sobre as cotações domésticas foi o câmbio, que acumulou uma baixa de 2,92% no período, com a moeda fechando a quinta, 27, a R$ 3,157.

Produção global

A produção brasileira de soja em 2016/17 deverá ficar em 103,477 milhões de toneladas, com aumento de 6,5% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 97,150 milhões de toneladas. A previsão faz parte do novo levantamento de SAFRAS & Mercado.

Na comparação com o relatório anterior, houve um pequeno ajuste para cima. Em julho, a estimativa era de 103,364 milhões de toneladas. Segundo o analista de SAFRAS, Luiz Fernando Roque, houve revisão nos números de área do Paraná e do Mato Grosso do Sul.

A produção do Mato Grosso deverá passar de 27,558 milhões para 29,240 milhões de toneladas, com aumento de 6%. No Paraná, o aumento será de 4%, passando de 16,595 milhões para 17,301 milhões de toneladas. A safra gaúcha deverá totalizar 16,098 milhões de toneladas, com queda de 1% sobre o ano anterior.

O relatório de outubro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou as suas estimativas para produção e estoques finais norte-americanos para a temporada 2016/17.

Para 2016/17, os estoques foram elevados de 365 milhões para 395 milhões de bushels. O mercado apostava em 415 milhões. A safra foi elevada de 4,201 bilhões para 4,269 bilhões, o equivalente a 116,2 milhões de toneladas. O mercado esperava 4,277 bilhões. As exportações foram elevadas de 1,985 bilhão para 2,025 bilhão de bushels. O esmagamento está projetado em 1,950 bilhão, mesmo número do relatório anterior.

Em relação à temporada 2015/16, o USDA indicou estoques de 197 milhões de bushels, contra 195 milhões do relatório anterior. A safra ficou estimada em 3,929 bilhões de bushels. As exportações foram reduzidas de 1,940 bilhão para 1,936 bilhão de bushels. O esmagamento baixou de 1,9 bilhão de bushels para 1,886 bilhão. .

O relatório de outubro projetou safra mundial em 2016/17 de 333,22 milhões de toneladas. No relatório anterior, o número era de 330,43 milhões. Os estoques finais foram elevados de 72,17 milhões de toneladas para 77,36 milhões.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 116,18 milhões de toneladas, contra 114,33 milhões do relatório anterior. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 102 milhões de toneladas – 101 milhões do relatório de setembro -, enquanto a safra argentina deverá ficar em 57 milhões de toneladas. A China deverá importar 86 milhões de toneladas, repetindo o número anterior.

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