II Fórum do Mormo terá continuidade com encontros regionais

Alessandra Pasinato
Destaque Rural | Portal do Agronegócio | Revista, Agricultura, Pecuária, Mercado

Desde 2015, a Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo (FAMV/UPF) tem sido palco de um importante debate acerca do Mormo, uma doença infectocontagiosa reemergente que tem ocasionado transtornos em vários países do mundo, após vários anos de controle. Nos dias 20 e 21 de outubro, a Universidade promoveu o II Fórum Gaúcho do Mormo e uma conferência internacional sobre o tema, com a participação de conferencistas de países como Alemanha, França e Estados Unidos. O evento, além de promover um espaço de troca de conhecimento relacionado a essa enfermidade, promoveu um amplo debate acerca da recorrência e da necessidade de prevenção e encaminhamento de casos confirmados.

Após dois dias de discussão, muitos foram os encaminhamentos do evento, que contou com a presença de vários palestrantes especialistas no tema. Conforme o coordenador do fórum e também do projeto de extensão que vem trabalhando questões relacionadas ao Mormo na UPF, professor João Ignácio do Canto, dentre as deliberações que marcaram o Fórum está o início do trabalho de testagem pelo Laboratório da UPF e pelo Laboratório Nacional Agropecuário no Rio Grande do Sul – o Lanagro/RS. “Precisamos colocar em funcionamento esses laboratórios, para que façam as provas oficiais de resultado de Mormo”, comenta ele.

Dentre os assuntos debatidos no evento, estiveram discussões com relação aos casos sob judice e a responsabilidade dos proprietários para manutenção desses animais em isolamento, além da necessidade de criação de um estrutura de diagnóstico complementar. Como continuidade do Fórum, a exemplo do que já foi realizado na primeira edição, serão realizados minifóruns em diferentes cidades. André da Rocha receberá o primeiro evento, em novembro, ainda sem data definida. Soledade e Carazinho também poderão receber o evento. “Vamos trabalhar para levar conhecimento nesses minifóruns e, também, para colocar nosso laboratório em funcionamento”, conclui o professor.

 

 

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