Preço do suíno reage mesmo com demanda aquém do esperado

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O mercado brasileiro de carne suína registrou mais uma semana de valorização dos preços no Centro-Sul, muito embora a demanda ao longo da primeira metade do mês esteja abaixo da expectativa, informa o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia. “Os negócios de modo geral tiveram pouca movimentação nos últimos dias, mesmo sendo este o período em que o consumidor está mais capitalizado, de acordo com relato dos frigoríficos. A perspectiva é de que os preços fiquem acomodados no curto prazo”, afirma.

Maia informa que a média de preços pagos aos produtores pelo quilo vivo do suíno avançou de R$ 3,53 para R$ 3,54 no Centro-Sul do Brasil. No atacado os preços avançaram 0,2% para a carcaça, de R$ 6,16 para R$ 6,17. No pernil os preços tiveram aumento de 0,2%, de R$ 7,24 para R$ 7,26.

O analista ressalta que o custo de produção permanece como o maior fator de preocupação aos suinocultores. Diante deste cenário novos reajustes nos preços e a manutenção de bons volumes nas exportações são essenciais para o equilíbrio da oferta interna.

De acordo com levantamento de SAFRAS & Mercado, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior, as exportações de cortes in natura e industrializados de carne suína atingiram um novo recorde em setembro. Foram embarcadas 71,553 mil toneladas, que garantiram ao Brasil uma receita de US$ 166,175 milhões. No acumulado do ano os embarques já somam 537,049 mil toneladas, com uma receita de US$ 1,045 bilhão.

A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo foi cotada a R$ 77,00 nesta quinta-feira (13), mesmo valor frente à semana anterior. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo seguiu em R$ 3,03, enquanto no interior a cotação permaneceu em R$ 3,57. Em Santa Catarina o preço do quilo continuou em R$ 3,15 na integração. No interior, a cotação foi mantida em R$ 3,49. No Paraná o quilo vivo avançou de R$ 3,65 a R$ 3,70 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo seguiu em R$ 3,27.

No Mato Grosso do Sul a cotação continuou em R$ 3,04 na integração, enquanto em Campo Grande o preço permaneceu em R$ 3,41. Em Goiânia, o preço passou de R$ 3,95 para R$ 4,00. No interior de Minas Gerais o quilo permaneceu em R$ 4,00. No mercado independente mineiro a cotação continuou em R$ 3,75. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis avançou de R$ 3,35 para R$ 3,37. Já na integração do estado a cotação avançou de R$ 3,10 para R$ 3,11.

 

Arno Baasch / Agência SAFRAS

 

 

 

 

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