Frango mantém preços mesmo com ritmo fraco nos negócios

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A avicultura de corte apresentou um desempenho fraco ao longo da semana no Brasil. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Iglesias, mais uma vez o ritmo de negócios ficou aquém do esperado, muito em parte pelo feriado da última quarta-feira, que acabou quebrando o ritmo de comercialização.

Iglesias afirma que a primeira quinzena de outubro acabou sendo decepcionante, pois o setor aguardava por um movimento de alta nos preços, de modo a mitigar um pouco os custos de produção. “A tendência para o restante do mês é de uma demanda mais restrita, o que pode contribuir para alterações nos preços”, alerta.

No atacado e na distribuição os preços tiveram estabilidade ao longo da semana no mercado paulista. Para os produtos congelados, o quilo do peito na distribuição seguiu em R$ 4,80, o quilo da asa se manteve em R$ 6,95 e o quilo da coxa continuou em R$ 4,77. No atacado, o quilo do peito seguiu em R$ 4,70, o da asa em R$ 6,75 e o da coxa em R$ 4,62.

Nos cortes resfriados, Iglesias disse que o preço do quilo do peito na distribuição continuou em R$ 5,05, o quilo da coxa em R$ 4,80 e o do quilo da asa em R$ 7,10. No atacado a cotação do quilo se manteve em R$ 4,90, o da coxa em R$ 4,70 e o quilo da asa em R$ 6,90 o quilo.

Nas exportações, Iglesias ressalta que o desempenho já mostra sinais de enfraquecimento também, muito embora seja um fator importante para a formação dos preços internos, evitando um quadro excessivo de oferta.

Segundo a Secretaria de Comércio Exterior, as exportações de carne de frango “in natura” do Brasil renderam US$ 99,3 milhões em setembro (5 dias úteis), com média diária de US$ 19,9 milhões. A quantidade total exportada pelo país chegou a 63,1 mil toneladas, com média diária de 12,6 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.572,30.

Na comparação com setembro, houve perda de 26,6% no valor total exportado, baixa de 25% na quantidade total e desvalorização de 2,2% no preço médio. Em relação a outubro de 2015, houve baixa de 7,8% no valor total exportado, perda de 11,1% na quantidade total e valorização de 3,7% no preço.

O levantamento semanal realizado por SAFRAS & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil indicou que em Minas Gerais a cotação do quilo vivo seguiu em R$ 3,30. Em São Paulo o quilo vivo continuou em R$ 3,10.

Na integração catarinense a cotação do frango permaneceu em R$ 2,95. No oeste do Paraná o preço foi mantido em R$ 2,95. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo continuou em R$ 3,00.

No Mato Grosso do Sul o preço do quilo vivo do frango foi mantido em R$ 3,20. No Distrito Federal o quilo vivo foi cotado a R$ 3,30, estável frente à semana anterior. Em Goiás o quilo vivo seguiu em R$ 3,25.

Em Pernambuco, o quilo vivo continuou em R$ 4,20. No Ceará a cotação do quilo vivo seguiu em R$ 3,80, enquanto no Pará o quilo vivo foi mantido em R$ 4,20.

Arno Baasch / Agência SAFRAS

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