Soja tem setembro de lentidão e preços firmes

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O mercado brasileiro de soja foi marcado pela lentidão nas negociações em setembro e por preço apresentando poucas oscilações. Os preços futuros em Chicago e o dólar comercial fecharam o mês com leve valorização, insuficiente para alterar o quadro de pouco interesse em negociar por parte de produtores e compradores.

Durante setembro, a saca de 60 quilos recuou de R$ 76,50 para R$ 75,50 em Passo Fundo, no Rio Grande do Sul. No mesmo período, o preço subiu de R$ 75,50 para R$ 77,00 em Cascavel (PR). Em Rondonópolis (MT), o preço passou de R$ 74,00 para R$ 75,50. Em Dourados (MS), a cotação avançou de R$ 71,00 para R$ 73,00, enquanto em Rio Verde (GO) subiu de R$ 72,00 para R$ 74,00.

Em Chicago, os contratos com vencimento em novembro se valorizaram 0,77% no período, fechando a quinta, 29, a R$ 9,50 ¼. Já o dólar comercial subiu 0,74% a R$ 3,255.

No mercado futuro internacional, o comportamento foi marcado por altos e baixos. Os contratos iniciaram o mês sob pressão da perspectiva de boa safra americana. O clima seco nos Estados Unidos fez a posição superar US$ 10,00 por bushel a partir do dia 20, mas as boas condições das lavouras e o avanço da colheita com bons rendimentos voltaram a pressionar as cotações.

O relatório de setembro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou as suas estimativas para produção e estoques finais norte-americanos para a temporada 2016/17. O USDA cortou a sua previsão para os estoques em 2015/16.

Para 2016/17, os estoques foram elevados de 330 milhões para 365 milhões de bushels. O mercado apostava em 333 milhões. A safra foi elevada de 4,06 bilhões para 4,201 bilhões, o equivalente a 114,33 milhões de toneladas. O mercado esperava 4,100 bilhões. As exportações foram elevadas de 1,95 bilhão para 1,985 bilhão de bushels. O esmagamento está projetado em 1,950 bilhão, contra 1,940 bilhão do relatório anterior.

Em relação à temporada 2015/16, o USDA indicou estoques de 195 milhões de bushels, contra 255 milhões do relatório anterior e contra 228 milhões projetados pelo mercado. A safra ficou estimada em 3,929 bilhões de bushels. As exportações foram elevadas de 1,880 bilhão para 1,940 bilhão de bushels. O esmagamento seguiu estimada em 1,9 bilhão de bushels.

Dylan Della Pasqua (dylan@safras.com.br) / Agência SAFRAS

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