Mercado de arroz mostra fraqueza com maior interesse de venda

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A postura retraída dos compradores e a maior presença vendedora pressionaram as cotações do arroz no mercado brasileiro no final de setembro. “A indústria está na defensiva, apostando num aumento do interesse de venda pelos produtores para investir no plantio da safra nova e para fazer frente aos dois vencimentos de parcelas do custeio no próximo mês de outubro”, explica o analista de SAFRAS & Mercado, Élcio Bento.

Na média do Rio Grande do Sul, principal referencial nacional, a saca de 50 quilos do grão em casca era cotada a R$ 49,81 no dia 29 de setembro, ante R$ 50,01 na semana anterior. O cereal acumula perda de 0,99% em relação ao mesmo período do mês anterior e alta de 27,34% frente à igual momento o ano passado.

Conforme Bento, os rizicultores estão aproveitando o clima favorável e concentrando as atenções nos trabalhos de plantio, com quase 15% da área estimada já semeada. “Preocupa a situação daqueles que não conseguiram financiamento para a próxima safra e buscam alternativas para obter recursos, mesmo que com juros mais elevados”, pondera.

A grande dúvida que fica neste momento é se esse movimento baixista das cotações ganhará força ou é pontual. “Até o momento, a segunda opção é mais factível”, destaca o analista. “Para que os preços intensifiquem o viés de baixa será necessário um aumento dos volumes importados nos próximos meses e o encaminhamento de uma safra nova cheia e sem complicações”, completa.

No âmbito internacional, destaque para as exportações de arroz do Vietnã, que devem somar 400 mil toneladas em setembro, baixa de 4,5% ante agosto. As informações são do Escritório Geral de Estatísticas e foram divulgadas por agências internacionais. No acumulado de janeiro a setembro, as exportações estão previstas em 3,77 milhões de toneladas, queda de 16,3% frente igual momento do ano anterior.

Rodrigo Ramos / Agência SAFRAS

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