Preço do leite pago ao produtor recua após nove altas

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As cotações do leite ao produtor brasileiro recuaram neste mês, confirmando as expectativas do mercado e de analistas. Pelo leite que entregaram em agosto aos laticínios, os produtores do país receberam neste mês, em média, R$ 1,192 por litro, de acordo com levantamento da Scot Consultoria, que considera preços em 17 Estados. O valor é 3,3% menor do que os R$ 1,233 recebidos pelos pecuaristas em agosto. Os sinais de que os preços recuariam já vinham aparecendo nos últimos meses, quando tanto as cotações no spot (negociações entre empresas) quanto as do leite longa vida no atacado e varejo começaram a cair, indicando aumento na oferta e demanda pouco aquecida.

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A safra de leite na região Sul, que já está entrando no mercado desde maio e junho deste ano, e o aumento da produção de leite na região Sudeste explicam a retração dos preços, de acordo com Rafael Ribeiro, analista da Scot. “A produção está entrando com mais força em São Paulo e em Minas Gerais”, diz. Além das chuvas, fundamentais para o desenvolvimento das pastagens para o rebanho leiteiro, outra razão para o aumento da oferta no Sudeste é a queda dos preços do milho usado na suplementação da alimentação dos animais. Com o cereal mais barato, o produtor fica estimulado a investir na alimentação, já que o custo diminui. E isso se reflete na produção de leite.

A expectativa, segundo Ribeiro, é de que esse quadro persista. Assim, a tendência, a partir de agora é de baixa dos preços. Mas os percentuais de queda devem ser mais moderados que o visto entre setembro e agosto, avalia. Pesquisa da Scot com mais 140 laticínios do país mostra que 75% deles acreditam em recuo dos preços ao produtor e 25% em estabilidade no próximo pagamento, em outubro. O levantamento da consultoria indicou ainda que as cotações no spot e do longa vida voltaram a recuar este mês. Em Minas Gerais, por exemplo, o spot saiu de R$ 1,662 por litro em agosto para R$ 1,333 em setembro. Já o longa vida recuou mais R$ 0,10 no atacado paulista entre agosto e setembro, para R$ 2,54 por litro, em média.

Destaque Rual com informação de Sindilat

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