Cotação do Dólar – Dólar valoriza influenciado por Fed e Argentina

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A cotação do dólar opera em alta, hoje, influenciada pela maior aversão ao risco a mercados emergentes, após a divulgação de dados apontando desaceleração da economia chinesa. O real é especialmente afetado pela situação do peso argentino. “A situação na Argentina acaba afetando a nossa vitrine. O mercado está fugindo de riscos”, afirma João Paulo de Gracia Corrêa, gerente de câmbio da Correparti

Corretora.

No final da semana passada, a moeda argentina teve desvalorização de 12% frente ao dólar, a maior desde que o país abandonou a paridade ante a moeda norte-americana, em 2002. Com isso, o governo argentino anunciou a flexibilização do controle sobre o dólar, permitindo que a divisa fosse comprada para posse individual e formação de poupança a partir de hoje.

Além disso, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla) do Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos), se reúne na quarta-feira (29), quando decidirá a política monetária do país e as estimativas revisadas sobre a economia. Corrêa aposta na retirada de mais US$ 10 bilhões do pacote de estímulos mensais à economia norte-americana, reduzindo o valor para US$ 65 bilhões.

Há pouco, a moeda norte-americana subia 0,54%, cotada a R$ 2,4080 para compra e R$ 2,4100 para venda. No mercado futuro, o contrato com vencimento em fevereiro tinha alta de 0,35%, a R$ 2.413,000, e o contrato com vencimento em março tinha alta de 0,31%, para R$ 2.426,500.

Durante a manhã, a moeda chegou a operar no patamar negativo devido aos leilões de swap e rolagem, mas Corrêa afirma que a tendência de alta se mantém e a moeda deve fechar o pregão cotada a R$ 2,41.

No mercado de juros futuros, as taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) operam em alta após o Boletim Focus apontar expectativa de elevação de 0,50 ponto percentual (pp) na Selic (taxa básica de juros) na próxima reunião, em fevereiro. Com isso, para 2014, a projeção subiu de 10,75% ao ano (aa) para 11% aa. Para 2015, os analistas consultados pelo Focus mantiveram a aposta em taxa básica de 11,50%.

Durante a manhã, as taxas chegaram a operar próximo da estabilidade, influenciadas pela queda do dólar durante os leilões, mas já retomam o viés de alta. Há pouco, o contrato com maior volume financeiro, aqueles para janeiro de 2015, tinham alta de 11,10% para 11,14%, movimentando R$ 6 bilhões. As taxas dos contratos para julho de 2014 subiam de 10,81% para 10,83%, com volume de R$ 4,8 bilhões. Os DIs para janeiro de 2017 tinham avanço de 12,57% para 12,65%, movimentando R$ 4,7 bilhões.

Agência CMA

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