Milho mantém preços fracos e ritmo lento nos negócios

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O mercado brasileiro de milho manteve um tom de calmaria nesta semana. As cotações estiveram mais fracas em algumas regiões, diante do aumento da oferta e da postura comedida dos compradores.

Segundo analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os negócios concretizados serviram para preencher necessidades pontuais, sem registro de volumes expressivos movimentações. “Aumenta a fixação de oferta junto às cooperativas em alguns estados, justamente o caso do mercado paulista”, observou, o que levou aos declínios nas cotações em algumas praças.

No balanço semanal, o preço do milho em Campinas/CIF caiu de R$ 43,00 para R$ 41,00 a saca de 60 quilos na base de venda. Na região Mogiana paulista, as cotações recuaram de R$ 40,00 para R$ 44,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 39,00 a saca para R$ 38,00. Já no Rio Grande do Sul, em Erechim, as cotações permaneceram em R$ 50,00 a saca. No Porto de Santos, a cotação baixou de R$ 35,00 para R$ 34,50 no mesmo comparativo.

 

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 280,5 milhões em setembro (11 dias úteis), com média diária de US$ 25,5 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 1,673 milhão de toneladas, com média de 152,1 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 167,60.

Na comparação com a média diária de agosto, houve uma elevação de 35,8% no valor médio exportado, um ganho de 36,4% na quantidade e queda de 0,5% no preço médio. Na comparação com setembro de 2015, houve perda de 7,7% no valor total exportado, retração de 7,5% na quantidade total e desvalorização de 0,2% no preço médio.