Melhoramento genético coloca no mercado cultivares de forrageiras de alta performance para diferentes finalidades

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Durante o inverno, a maior parte da área agrícola do RS é coberta com culturas para pastoreio e/ou cobertura de solo, sendo a aveia preta uma das principais escolhas dos produtores rurais para esta finalidade. Estima-se que mais de quatro milhões de hectares sejam cultivados com aveia nesta época o ano, a maioria deles com materiais antigos, que não são protegidos pela Lei de Proteção de Cultivares, ou seja, que não pressupõe o pagamento de royalties.
Essa opção por grande parte dos produtores gaúchos se deve à ideia de que os materiais de aveia preta são todos iguais. “Queremos ocupar estas áreas com cultivares de alta performance”, afirmou o engenheiro agrônomo Ricardo Guilherme Matzenbacher, pesquisador da Agroalpha, primeira empresa privada brasileira a investir no melhoramento genético de aveia preta. A afirmação foi feita durante o Dia de Campo que a empresa promoveu no dia 15 de setembro de 2016, em Cruz Alta (RS).
Durante o evento, a Agroalpha destacou o longo e oneroso programa de melhoramento genético de cultivares, que leva 11 anos para colocar no mercado um novo material. Através desse processo, é possível selecionar plantas com diferentes características, como ciclos vegetativos e tolerância a doenças, e também adaptadas a diversas regiões brasileiras. Além disso, o melhoramento busca cultivares com alta produção de matéria seca. Os participantes do Dia de Campo visualizaram o programa de melhoramento genético semeado na área da ZT Agrícola, e puderam observar, através de 800 parcelas, as diferentes etapas do mesmo, verificando as diferentes características das plantas. “Esta variabilidade é extremamente importante para selecionar materiais de acordo com o uso a que queremos destiná-lo”, explicou Matzenbacher.
O diretor da Agroalpha, Rui Colvara Rosinha, falou sobre a importância da aveia preta no sistema de plantio direto e na rotação de culturas, trazendo benefícios tanto para os cultivos de verão quanto para os outros cultivos de inverno, como o trigo. “A aveia preta é uma importante aliada no controle de plantas daninhas e de nematoides”, enfatizou o engenheiro agrônomo.
Atualmente, a Agroalpha oferece seis cultivares de aveias pretas, sendo duas delas lançamentos na safra 2016/2016: Agro Esteio e Agro Quaraí. Os novos materiais estão indicados para cultivo em toda a região Sul do Brasil e, também, para o sul do estado de São Paulo. Considerando os resultados dos ensaios de rendimento realizados, Agro Quaraí tem melhor desempenho em regiões quentes e Agro Esteio, em regiões frias. Estes e outros materiais foram observados a campo na Agropecuária Belizário, e foram apresentados pela Fundação Pró-Sementes, empresa responsável pela produção de sementes básicas e genéticas das cultivares Agroalpha, bem como pelo licenciamento dos seus multiplicadores.
Preocupada em oferecer novas opções de forrageiras, a Agroalpha iniciou recentemente outros dois programas de melhoramento, de aveia branca e de cevada, ambos voltados para a cobertura de solo e alimentação animal. Centenas de diferentes materiais  que poderão dar origem a novas cultivares destas culturas, também foram observadas no dia de campo.
O Dia de Campo de culturas forrageiras de inverno foi realizado pela Agroalpha em parceria com a Fundação Pró-Sementes. Contou com o patrocínio da Agricruz Comercial Agrícola Ltda. e com o apoio da ZT Agrícola e da Agropecuária Belizário.

Assessoria de Comunicação Agroalpha