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Mercado de milho muda comportamento com notícias de importação

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O mercado brasileiro de milho teve uma semana de calmaria até esta quinta-feira, quando a notícia sobre a possibilidade de importação do cereal dos Estados Unidos agitou compradores e vendedores e mudou o comportamento das partes. Assim, houve uma pressão sobre as cotações com essas informações, notada em algumas praças, com destaque para São Paulo.

“A semana transcorria de maneira tranquila, com inexpressiva fluidez dos negócios, até a notícia sobre a possibilidade de importação de milho dos EUA”, aponta o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias. Segundo ele, um milhão de toneladas não parece suficiente para solucionar a crise de abastecimento que afeta duramente o país desde o início do ano. “Entretanto, é o suficiente para alterar o comportamento dos principais atores do mercado. Resta saber o andamento do mercado a longo prazo”, comentou.

Com as informações chegando, os compradores se retraíram e apareceram mais ofertas, causando baixas nos preços em algumas áreas nesta quinta-feira.

Em entrevista à Agência SAFRAS, fonte ligada ao Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento destacou que há grande expectativa por parte do governo quanto à aprovação, por parte da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), de eventos transgênicos ainda não autorizados para utilização no Brasil e com uso permitido nos Estados Unidos.

De acordo com a fonte, é preciso que haja uma equalização dos eventos autorizados nos Estados Unidos e no Brasil para que o cereal possa ser importado e esse pedido já foi feito pelas empresas detentoras das tecnologias junto à CTNBio. “A Comissão está analisando as propostas enviadas e fazendo as devidas análises de risco. A ideia é que haja uma liberação desses eventos, tomando o devido cuidado para que esse milho seja utilizado somente para a ração animal”, comenta.

A fonte destaca que havendo a aprovação desses eventos a CTNBio publicaria uma resolução e, a partir de então, poderia haver a importação. O governo aprovou a aquisição de um milhão de toneladas dos Estados Unidos para abastecimento interno, mas a efetivação dos embarques ainda depende de um parecer favorável da Comissão.

A fonte disse ainda que em caso de não aprovação desses eventos a alternativa por parte do governo seria de a de buscar milho de outros mercados, muito embora nesse momento o cereal norte-americano seja o mais atrativo em termos de preços. A próxima reunião plenária dos membros da CTNBio ocorre na próxima quinta-feira (01/09) e fonte do Serviço de Monitoramento em Biossegurança de Organismos Geneticamente Modificados do Ministério da Agricultura confirmou à Agência SAFRAS que o tema estará na pauta da reunião.

No balanço semanal, o preço do milho em Campinas/CIF na base de venda caiu de R$ 46,50 para R$ 44,50 a saca de 60 quilos na base de venda. Na região Mogiana paulista, as cotações recuaram de R$ 43,00 para R$ 41,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 41,00 para R$ 40,00 a saca. Já no Rio Grande do Sul, em Erechim, as cotações caíram de R$ 50,50 na base de venda para R$ 50,00.

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