Reação de Chicago e do dólar sustenta preços da soja no Brasil

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Os preços da soja subiram nas principais praças do país nesta semana, acompanhando a recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Chicago. A recuperação do dólar também contribuiu para a elevação dos preços e a leve melhora no ritmo dos negócios.

A saca de 60 quilos subiu de R$ 74,50 para R$ 79,50 entre os dias 11 e 18 de agosto em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), o preço passou de R$ 76,00 para R$ 79,50 no período. Em Rondonópolis (MT), a cotação avançou de R$ 74,00 para R$ 78,00. Em Dourados (MS), o preço subiu de R$ 72,00 para R$ 75,00. Em Goiás, a saca seguiu em R$ 74,00 na região de Rio Verde.

Os contratos com vencimento em novembro subiram 3,1% no período para R$ 10,14 ½ por bushel. A boa demanda pela soja norte-americana garantiu a recuperação. A perspectiva de uma boa safra dos Estados Unidos limitou a reação. Para completar, o dólar subiu 3% frente ao real, batendo em R$ 3,233.

O relatório de agosto do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou as suas estimativas para produção e estoques finais norte-americanos para a temporada 2016/17. O USDA cortou a sua previsão para os estoques em 2015/16.

Para 2016/17, os estoques foram elevados de 290 milhões para 330 milhões de bushels. O mercado apostava em 323 milhões. A safra foi elevada de 3,88 bilhões para 4,06 bilhões. O mercado esperava 3,949 bilhões. As exportações foram elevadas de 1,92 bilhão para 1,95 bilhão de bushels. O esmagamento está projetado em 1,940 bilhão, contra 1,925 bilhão do relatório anterior.

Em relação à temporada 2015/16, o USDA indicou estoques de 255 milhões de bushels, contra 350 milhões do relatório anterior e contra 328 milhões projetados pelo mercado. A safra ficou estimada em 3,929 bilhões de bushels. As exportações foram elevadas de 1,795 bilhão para 1,880 bilhão de bushels. O esmagamento subiu de 1,89 bilhão para 1,9 bilhão de bushels.

O USDA projetou safra mundial em 2016/17 de 330,41 milhões de toneladas. No relatório anterior, o número era de 325,95 milhões. Os estoques finais foram elevados de 67,1 milhões de toneladas para 71,24 milhões.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 110,5 milhões de toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 103 milhões de toneladas, enquanto a safra argentina deverá ficar em 57 milhões de toneladas repetindo os números de julho. A China deverá importar 87 milhões de toneladas, mesmo número estimado no ano anterior.

Para 2015/16, o USDA indicou safra mundial de 312,67 milhões de toneladas. Os estoques tiveram projeção de 73 milhões de toneladas. A safra americana está estimada em 106,93 milhões. A safra brasileira tem projeção de 96,5 milhões e a Argentina, de 56,5 milhões de toneladas. A China deverá importar 83 milhões de toneladas.

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