Milho tem dias de calmaria no mercado brasileiro

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O mercado brasileiro de milho teve uma semana de lentidão na comercialização. “Houve drástica queda da fixação no decorrer desta quinta-feira. Os produtores alteram sua estratégia em uma clara tentativa de forçar a alta dos preços internos. Compradores se deparam com estoques reduzidos, o que pode aumentar a demanda no decorrer da próxima semana”, aponta o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

A redução na oferta por parte dos produtores mais para o final da semana já surtiu efeito na sustentação dos preços. Em algumas regiões, o balanço dos últimos sete dias mostrou melhora nas cotações, enquanto em outras ainda houve perdas.

No balanço semanal, o preço do milho em Campinas/CIF na base de venda subiu de R$ 46,00 para R$ 46,50 a saca de 60 quilos na base de venda. Na região Mogiana paulista, as cotações avançaram de R$ 42,00 para R$ 43,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 41,50 para R$ 41,00 a saca. Já no Rio Grande do Sul, em Erechim, as cotações caíram de R$ 55,00 na base de venda para R$ 50,50.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 140,1 milhões em agosto (10 dias úteis), com média diária de US$ 14 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em 846 mil toneladas, com média de 84,6 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 165,60.

Na comparação com a média diária de julho, houve uma elevação de 59,7% no valor médio exportado, um ganho de 69,9% na quantidade e queda de 6% no preço médio. Na comparação com agosto de 2015, houve perda de 24,4% no valor total exportado, recuo de 22,2% na quantidade total e desvalorização de 2,7% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

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