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Milho apresentou quedas nas cotações com compradores retraídos

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O mercado brasileiro de milho teve uma semana de preços mais baixos. Como destaca o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado esteve conturbado ao longo da semana, diante das notícias desencontradas em torno da importação de milho.

Em entrevista à Agência SAFRAS, fonte ligada ao Departamento de Comercialização e Abastecimento do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) garantiu nesta quinta-feira (04) que o governo federal está empenhado para tentar agilizar a importação de um milhão de toneladas de milho dos Estados Unidos junto à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio). “O secretário de Política Agrícola, Neri Geller falou com representantes da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) após o pedido feito para a liberação na CTNBio de alguns eventos transgênicos que estão aprovados nos Estados Unidos mas não estão autorizados no Brasil”, disse.

A fonte ressaltou que Geller esteve na quarta-feira também na Casa Civil para tentar solicitar urgência no pedido junto ao Ministério de Ciência e Tecnologia, ao qual a CTNBio está vinculada. No entanto, não é possível afirmar quanto tempo levará para que esse parecer de importação seja aprovado. A cautela leva em conta problemas ocorridos em 2005 quanto a CTNBio autorizou a importação de milho transgênico da Argentina, cujos eventos não estavam autorizados no Brasil.

Com relação à questão de PIS/Cofins, que desde abril até novembro conta com isenção de tarifa de importação de 8% sobre o milho trazido de fora do Mercosul, a fonte comenta que essa questão não seria um entrave às importações. “Essa questão está na agenda dos compradores, pois os grandes operadores no mercado teriam como pagar a tarifa de PIS/Cofins no momento da importação para creditá-la depois”, afirma.

A fonte sinaliza que o atual momento difícil vivenciado pelo mercado de milho brasileiro está mais relacionado a preços do que propriamente à oferta. “Segundo os dados da Conab, com uma expectativa de 22 milhões de toneladas exportadas para este ano e com um volume embarcado no ano-safra até agora de nove milhões de toneladas, ainda restariam 13 milhões de toneladas a serem embarcadas e que poderiam ser direcionadas ao abastecimento interno”, comenta. Logo haveria oferta para atender o mercado interno, até mesmo porque os preços internos hoje estão acima da paridade de exportação.

Com as notícias envolvendo importações de milho, naturalmente os compradores adotaram uma postura mais cautelosa. “Houve aumento da fixação de milho, resultando em preços mais baixos no decorrer da semana e os compradores acabaram recuando do mercado, aguardando por nova queda dos preços”, afirmou Iglesias.

No balanço semanal, o preço do milho em Campinas/CIF caiu de R$ 49,00 para R$ 47,00 a saca de 60 quilos na base de venda. Na região Mogiana paulista, as cotações recuaram de R$ 46,50 para R$ 44,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço baixou de R$ 44,00 a saca para R$ 43,00. Já no Rio Grande do Sul, em Erechim, as cotações avançaram de R$ 53,00 para R$ 55,00 a saca. No Porto de Santos, a cotação baixou de R$ 36,00 para R$ 35,50 no mesmo comparativo.

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