Milho segue apresentando alta nas cotações com oferta limitada

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O mercado brasileiro de milho teve mais uma semana de preços mais altos. Mesmo em período de colheita da safrinha, as cotações vão subindo sistematicamente diante da oferta limitada nas principais praças de comercialização.
As altas têm sido graduais, mas os produtores continuam adotando uma postura retraída e a demanda encontrando isso tem de aceitar as cotações mais elevadas em busca de abastecimento. As recentes quedas da Bolsa de Chicago para o milho e o dólar mais fraco atenuam um pouco esse cenário altista, já que ocorre uma pressão baixista nos portos quando as cotações caem externamente ou quando o dólar cede.
 
No balanço semanal, o preço do milho em Campinas/CIF subiu de R$ 46,50 para R$ 48,50 a saca de 60 quilos na base de venda. Na região Mogiana paulista, as cotações avançaram R$ 43,00 para R$ 47,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço se elevou de R$ 41,50 a saca para R$ 45,00. Já no Rio Grande do Sul, em Erechim, as cotações subiram de R$ 52,00 para R$ 54,00 a saca. No Porto de Santos, a cotação ficou estável em R$ 35,00 a saca no mesmo comparativo.
 
Para conter a alta do preço do milho no mercado interno, a Secretaria de Política Agrícola (SPA) do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) encaminhou à equipe econômica do governo proposta de isenção de PIS/Cofins para a importação do grão até o fim do ano.
 
A medida visa a atender às regiões deficitárias que precisam comprar o grão de outros países produtores, principalmente da Argentina e do Paraguai. Apesar da alíquota de importação nos países do Mercosul ser zero, as compras externas têm a incidência de 1,65% de PIS e de 7,6% de Cofins.
 
“Considerando o preço médio de importação nos últimos três anos, de US$ 149,40 a tonelada, a incidência dos tributos de 9,25% representa um custo adicional de US$ 13,80 por tonelada. Assim, esses tributos geram acréscimo aos importadores do cereal”, argumenta o secretário de Política Agrícola, Neri Geller.

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