Agricultura e qualidade de vida: do campo direto para a casa

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Você se alimentou hoje? Vestiu alguma roupa? Escovou os dentes? Usou algum medicamento? Caso tenha respondido “sim” para alguma dessas perguntas, você usufruiu de produtos de origem agrícola. A agricultura está presente no nosso dia a dia, embora muitas pessoas, principalmente nas grandes cidades, não notem. 

A agricultura foi uma das primeiras práticas do homem, desde o momento em que deixou a vida nômade. A domesticação das primeiras espécies vegetais e animais propiciaram, em seu tempo, a criação das primeiras cidades, o crescimento populacional e o surgimento de novas formas de relação.          

A partir dos anos de 1900, a difusão de tecnologias produtivas permitiu que a oferta de alimentos suprisse a demanda crescente. Em 1957, John Davis e Ray Goldberg elaboraram o conceito de agribusiness, salientando que a agricultura não poderia mais ser abordada de maneira separada dos outros agentes responsáveis por todas as atividades necessárias para a produção, transformação, distribuição e consumo dos produtos agrícolas. Dessa maneira, o agronegócio envolveria as operações para a produção e comercialização dos insumos utilizados no campo, as operações dentro das propriedades rurais, o armazenamento, processamento e a comercialização dos produtos.     

Assumindo tal perspectiva, a quantidade de pessoas envolvidas com o agronegócio aumentou consideravelmente: desde o pequeno produtor rural, que trabalha na terra para produzir alimentos, passando pelo funcionário de uma indústria de peças automotivas que serão utilizadas em máquinas agrícolas, pelo publicitário que idealizou a campanha para promover uma marca do alimento, até o consumidor, que consome os itens provenientes do campo. 

O agronegócio brasileiro possui grande importância para o país, pois além de responsável pela produção de alimento para a população e de matéria prima para os mais diferentes fins, ainda respondeu por 24% do PIB no ano de 2014 e 30% das vagas de empregos no país em 2013.  Neste ano de 2016, em que enfrentamos grave crise econômica, a agropecuária deve ser nossa principal fonte de riqueza. Os produtos exportados para os mais diversos países do mundo evitarão um déficit maior em nossa balança comercial. O agronegócio segue na contramão do restante do país, enquanto o setor cresce, o PIB brasileiro deve encolher.

A atividade agrícola, desde seu início provê para a população os mais diversos tipos de alimentos, vestimentas, é fonte de energia e oferece produtos necessários para as mais diversas atividades na sociedade. Após o processo de industrialização, a importância da agricultura aumentou, já que, se antes a produção agrícola era basicamente para subsistência, hoje o valor econômico da agricultura para a sociedade é muito alto, gera milhares de emprego e impacta a sociedade.  

Desta forma, é indiscutível a importância do agronegócio para nossa economia, pois é setor chave que fez com que o Brasil fosse reconhecido no comércio mundial. Apesar das grandes vantagens encontradas no setor e das boas perspectivas futuras, existem muitos problemas e desafios a serem superados que dependem, essencialmente, de investimentos tanto do setor público como privado, além de mudanças nas políticas econômicas internas. 

*Zootecnista, doutor em Genética e Melhoramento Animal. Professor do curso de mestrado em Produção e Gestão Agroindustrial da Uniderp.

 

Diego Gomes Freire Guidolin*
Diego Gomes Freire Guidolin*

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