Chicago despenca 11% e mercado de soja trava no Brasil

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A forte queda dos preços futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) travou o mercado brasileiro de soja. As cotações caíram nas principais praças do país, mesmo com a recuperação do dólar frente ao real.

A saca de 60 quilos caiu de R$ 87,00 para R$ 83,50 entre os dias 30 de junho e 7 de julho, em Passo Fundo (RS). Em Cascavel (PR), a cotação recuou de R$ 87,00 para R$ 82,50.

Em Rondonópolis (MT), o preço baixou de R$ 81,50 para R$ 80,00. Em Dourados (MS), a saca passou de R$ 81,00 para R$ 76,00. O preço também caiu em Rio Verde (GO), baixando de R$ 82,00 para R$ 79,00.

O principal fator de pressão sobre as cotações internas foi o desempenho de Chicago. Os contratos com vencimento em novembro acumularam queda de 11% no período, encerrando a quinta a US$V 10,24 ¾.

O clima favorável ao desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos encaminha uma safra cheia no principal produtor mundial da oleaginosa. Após o ganho exagerado causado pelo relatório de área plantada americana, os fundos se desfizeram de posições e carregaram as perdas em Chicago.

O cenário macroeconômico também pesou no mercado internacional, com a crescente preocupação sobre a economia da Europa, após a decisão do Reino Unido de deixar a União Europeia. O dólar comercial subiu 4,76% na semana, subindo para R$ 3,367 e compensando parte do peso causado pelo recuo de Chicago.

Conab

A produção brasileira de soja em 2015/16 deverá totalizar 95,574 milhões de toneladas, segundo o décimo levantamento para a safra brasileira de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento, recuando 0,7% sobre a temporada passada, quando foram colhidas 96,228 milhões de toneladas. Em junho a projeção da Conab apontava safra de 95,63 milhões de toneladas.

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