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Milho despencou no Brasil em junho, com colheita e dólar pressionando

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O mercado brasileiro de milho teve um mês de junho de quedas abruptas e constantes nas cotações. Os preços reagiram de forma negativa, e natural, à efetiva colheita e entrada da safrinha. Na medida em que os trabalhos foram evoluindo nas principais praças de comercialização, as referências foram caindo.

Além disso, queda para o dólar e também do milho em Chicago pressionaram os preços no Porto, dificultando as exportações e tirando do mercado interno a possibilidade melhor de um “desafogo” na oferta. Com a moeda americana caindo de forma acentuada, dia a dia, especialmente na segunda metade de junho, o mercado foi sentindo a pressão sobre os preços.

Como a colheita ainda está na fase inicial no Brasil, com o clima favorecendo, a tendência é da pressão continuar sobre os preços neste mês de julho, com as cotações tendendo a cair mais. E com o dólar também fraco e Chicago em baixa essa tendência se acentua naturalmente.

No balanço mensal, o preço do milho em Campinas/CIF caiu de R$ 58,00 para R$ 43,00 a saca de 60 quilos na base de venda, uma baixa de 26%. Na região Mogiana paulista, as cotações baixaram de R$ 55,00 para R$ 41,00, recuo de 25,4%. Em Cascavel, no Paraná, o preço recuou de R$ 57,00 para R$ 39,00 a saca, tombando 31,6% no mês. Já no Rio Grande do Sul, em Erechim, as cotações caíram de R$ 61,00 para R$ 55,00 a saca, acumulando em junho uma desvalorização de 9,8%.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 1,8 milhão em junho (18 dias úteis), com média diária de US$ 100 mil. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em apenas 6,5 mil, com média de 400 toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 285,40.
Na comparação com a média diária de maio, houve uma baixa de 56,6% no valor médio exportado, uma retração de 71,7% na quantidade e alta de 53,7% no preço médio. Na comparação com junho de 2015, houve perda de 90,8% no valor total exportado, recuo de 94,5% na quantidade total e valorização de 66,7% no preço médio.
Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Edição: Lessandro Carvalho (lessandro@safras.com.br) / Agência SAFRAS

Foto: Diogo Zanatta