Tendências e tecnologias para a hortifruticultura

Destaque Rural | Portal do Agronegócio | Revista, Agricultura, Pecuária, Mercado

O futuro já chegou na Hortitec, a principal feira do segmento de hortaliças e frutas da América Latina, que ocorreu entre os dias 22 e 24 de junho em Holambra, no interior de São Paulo. A missão gaúcha ao evento foi promovida pelo Programa Juntos para Competir (FARSUL, SENAR-RS e SEBRAE/RS) e promoveu no grupo muitas ideias de inovações tecnológicas, processos e até formas de vender ao consumidor.

O roteiro iniciou com a Hortitec e impressionou. “Os produtores conheceram novidades, especialmente no cultivo protegido e irrigação”, destaca a gestora do projeto Desenvolver a Hortifruticultura na Serra Gaúcha pelo SEBRAE/RS, Angélica Brandalise. “São tecnologias substitutas que aperfeiçoam o que já existe no mercado e também muita automação, especialmente nas soluções para irrigação”, comenta. São ferramentas e recursos interessantes especialmente face às oscilações de clima que tanto afetam as culturas.

A visita contemplou também o acompanhamento a duas estações experimentais de grandes produtores mundiais de sementes, a Takii e a Top Seed. Angélica conta que nesses locais os agricultores puderam ver novas soluções genéticas, em culturas como o tomate para o plantio em estufas, com a apresentação do manejo adequado e seus potenciais no controle de pragas, resistência a doenças, adaptações ao clima e ao solo e novo cultivares.

Inovação na venda

A missão incluiu ainda espaços de varejo, como a Rede Oba Hortigruti, em Campinas, uma boutique de hortifrutigrangeiros que se destaca pelos serviços diferenciados e pela praticidade. “No local, eles ganham valor agregado com diferenciais como o coco já gelado, aberto e com canudo pronto para beber. Com essa apresentação, as vendas triplicam em relação ao produto in natura”, compara a gestora. “A ideia é oferecer praticidade com itens minimamente processados, como abacaxi descascado, moranga em cubos e em embalagens a vácuo, prontas para serem consumidas ou utilizadas diretamente na produção dos alimentos”, explica.

A Central de Abastecimento de Campinas S.A. (Ceasa) ficou para o final da viagem. No local, os produtores puderam conferir novas formas de comercialização, com novos canais, incluindo a venda mais direta. “Também puderam constatar uma tendência de boas práticas com a inclusão de análise de resíduos e rastreabilidade, a partir de registros e controles mais eficientes”, complementa a gestora.

Para o produtor rural Norberto Boff, de Caxias do Sul, o mais interessante foi ver como o que sai da produção chega até os mercados, como é armazenado e distribuído ao consumidor. “Também foi muito bom ter visto nossos produtos na Rede Oba e observar as tendências de mercado e tecnologia e como implantar na propriedade, melhorando a qualidade do que produzimos”, conta Boff.

Deixe uma resposta