Queda em Chicago trava mercado brasileiro de soja

Destaque Rural | Portal do Agronegócio | Revista, Agricultura, Pecuária, Mercado

O mercado brasileiro de soja teve um dia de poucos negócios e de preços entre estáveis e mais baixos. O forte recuo dos preços futuros em Chicago pressionou as cotações internas, afastando os produtores, que aguardam por cotações ainda melhores internamente.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos caiu de US$ 90,00 para R$ 89,00 entre os dias 9 e 16 de junho. Em Cascavel (PR), o preço se manteve em R$ 92,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação seguiu em R$ 89,00. Em Dourados (MS), o preço caiu de R$ 86,00 para R$ 84,00, enquanto em Rio Verde (GO) passou de R$ 90,00 para R$ 89,00.

A pressão no Brasil foi determinada pela desvalorização dos preços em Chicago. Os contratos com vencimento em julho caiu 3,6%, encerrando a quinta a US$ 11,34 ½. A melhora nas condições climáticas dos Estados Unidos determinou a correção. Parte do mercado considerou o recente movimento de alta exagerado. Fundos e especuladores aproveitaram para embolsar ganhos.

O mercado cambial limitou as perdas no mercado interno. O dólar se valorizou 2% frente ao real nesta semana, encerrando a quinta a R$ 3,471.

USDA

O relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) cortou a estimativa para os estoques finais americanos em 2015/16 e também para 2016/17. Os números ficaram abaixo do esperado pelo mercado.

Em relação à temporada 2015/16, o USDA indicou estoques de 370 milhões de bushels, contra 400 milhões do relatório anterior e contra 387 milhões projetados pelo mercado. A safra ficou estimada em 3,939 bilhões de bushels. As exportações foram elevadas de 1,74 bilhão para 1,76 bilhão de bushels. O esmagamento foi elevado de 1,88 bilhão para 1,89 bilhão.

Para 2016/17, os estoques foram reduzidos de 305 milhões para 260 milhões de bushels. O mercado apostava em 298 milhões. A safra foi mantida em 3,8 bilhões. As exportações foram elevadas de 1,885 bilhão para 1,9 bilhão de bushels. O esmagamento está projetado em 1,915 bilhão, mesmo número do relatório anterior.

O relatório projetou safra mundial em 2015/16 de 313,26 milhões de toneladas. No relatório anterior, o número era de 315,86 milhões. Os estoques finais foram cortados de 74,25 milhões de toneladas para 72,29 milhões. O mercado apostava em estoque de 73 milhões de toneladas.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 106,93 milhões de toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 97 milhões de toneladas, enquanto a safra argentina deverá ficar em 56,5 milhões de toneladas. Em maio, os números eram de 99 milhões e 56,5 milhões, respectivamente. A China deverá importar 83 milhões de toneladas, mesmo número estimado no ano anterior.

Para 2016/17, o USDA indicou safra mundial de 323,7 milhões de toneladas, contra 324,2 milhões do relatório anterior. Os estoques tiveram projeção reduzida de 68,21 milhões para 66,31 milhões de toneladas.

A safra americana foi mantida em 103,42 milhões de toneladas. A Argentina deve produzir 53 milhões e o Brasil 103 milhões de toneladas. As importações chinesas estão estimadas em 87 milhões de toneladas.

Deixe uma resposta