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Queda do dólar trava mercado brasileiro de soja

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana de poucos negócios e preços perto da estabilidade. Apesar do bom desempenho dos contratos futuros em Chicago, a queda do dólar afastou os produtores do mercado interno e limitou as negociações.

A saca de 60 quilos subiu de R$ 89,50 para R$ 90,00 em Passo Fundo (RS), entre os dias 2 e 9 de junho. Em Cascavel (PR), o preço recuou de R$ 93,00 para R$ 92,00. Em Rondonópolis (MT), a cotação avançou de R$ 88,70 para R$ 90,00. Em Dourados (MS), a saca baixou de R$ 87,00 para R$ 86,00. Em Rio Verde (GO), o preço seguiu em R$ 90,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos com vencimento em julho subiram 2,15% no período, fechando a quinta a US$ 11,76 ¾. O aperto na oferta mundial do produto e a forte demanda pela soja americana sustentaram o mercado.

A safra argentina quebrou e a brasileira ficou abaixo do esperado. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a safra brasileira ficará em 95,6 milhões de toneladas, abaixo da previsão anterior – 96,9 milhões – e do produzido no ano anterior – 96,23 milhões de toneladas.

A preocupação agora é com o clima nos Estados Unidos. A previsão de clima seco para o Meio Oeste na fase inicial do desenvolvimento das lavouras foi o suficiente para impulsionar o mercado na semana. Qualquer prejuízo para a safra americana apertaria ainda mais a oferta mundial.

O câmbio não colaborou para a movimentação no Brasil. A moeda americana perdeu 5,15% entre os dias 2 e 9, fechando a quinta a R$ 3,403. O dólar caiu frente as principais moedas, devido à possibilidade das taxas de juros americanas não serem elevadas ainda em junho.

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