Milho apresenta preços fracos, esperando maior oferta da safrinha

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O mercado brasileiro de milho teve uma semana de moderada movimentação, com preços fracos, de estáveis a mais baixos. Já há pressão mais clara com a entrada da safrinha em algumas regiões, mas as cotações reagem de acordo com o ritmo de colheita e de chegada deste milho novo para a comercialização.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado permanece bastante confuso, aguardando parcelas de oferta mais expressivas da safrinha. “Até o momento há uma mescla de preços em todo o Centro-Sul, com preços ainda sustentados em várias regiões e em queda em algumas praças em que já há maior oferta de milho safrinha”, observou.

Para Fernando Henrique, o clima volta a exercer papel determinante no andamento do mercado no curto prazo, em linha com a previsão de geada que deve afetar as regiões produtoras do Paraná. Há expectativa sobre o efeito que essas geadas poderá ter nas áreas de milho.

No balanço dos últimos sete dias, o preço do milho em Campinas/CIF caiu de R$ 57,00 para R$ 56,00 a saca de 60 quilos na base de venda. Na região Mogiana paulista, as cotações permaneceram em R$ 54,00. Em Cascavel, no Paraná, o preço recuou de R$ 57,00 para R$ 52,00 a saca. Já no Rio Grande do Sul, em Erechim, as cotações baixaram de R$ 61,00 para R$ 60,00 a saca.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 100 mil em junho (3 dias úteis). A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em apenas 200 toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 301,60.

Na comparação com a média diária de maio, houve uma baixa de 90,5% no valor médio exportado, uma retração de 94,1% na quantidade e alta de 62,4% no preço médio. Na comparação com junho de 2015, houve perda de 98% no valor total exportado, recuo de 98,9% na quantidade total e valorização de 76,2% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

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