Preços da soja disparam no Brasil em maio e no início de junho

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Os preços da soja dispararam em maio no mercado brasileiro, movimento que teve continuidade nos primeiros dias de junho. A forte valorização dos preços futuros em Chicago e a firmeza do dólar frente ao real também garantiram uma melhora na comercialização.

A saca de 60 quilos em Passo Fundo (RS) pulou de R$ 78,50 no início de maio para R$ 89,50 no dia 2 de junho. Em Cascavel (PR), o preço subiu de R$ 78,50 para R$ 93,00. No Porto de Paranaguá, a saca atingiu o patamar histórico de R$ 100,00.

Em Rio Verde (GO), a cotação avançou de R$ 75,00 para R$ 88,70. Em Rondonópolis (MT), o preço passou de R$ 75,00 para R$ 90,00, enquanto em Dourados (MS) a saca saltou de R$ 70,00 para R$ 87,00.

Em Chicago, os contratos com vencimento em julho acumularam valorização de 11,87%, fechando a US$ 11,52 na quinta, 2 de junho. O dólar comercial subiu 3% no mês, atingindo R$ 3,544.

Com base no quadro fundamental de oferta global mais apertada que o esperado, os fundos entraram com força na ponta compradora ao longo de maio e no início de junho, rompendo resistências. A quebra na safra argentina e os altos preços da oleaginosa no Brasil indicam dificuldades nas exportações e deslocamento de demanda para os Estados Unidos.

A esta perspectiva se soma o sentimento de maior procura por parte da China. Os compradores chineses estariam dispostos a adquirir 83 milhões de toneladas em 2016/17, contra expectativas iniciais de 80,3 milhões.

Há ainda preocupação com o clima nos Estados Unidos. A previsão é de temperaturas elevadas e poucas chuvas para o Meio Oeste em junho, o que poderia prejudicar o desenvolvimento inicial das lavouras.

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