Milho manteve preços recordes no Brasil em maio

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O mercado brasileiro de milho manteve preços firmes, recordes, no mês de maio. A oferta seguiu restrita nas principais praças de comercialização, com a transição da entressafra para a entrada da safrinha lenta e com disponibilidade de produto limitada e ajustada garantindo sustentação às cotações.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, as importações não foram suficientes para conter as altas nos preços. A quebra na safrinha brasileira deu suporte a ganhos na Bolsa de Chicago e internamente houve o reflexo desses problemas.

Ao final de maio, entretanto, o mercado começou a sentir essa transição para a entrada da safrinha. Na medida em que o clima permite a evolução da colheita, de acordo com a região, as cotações iniciaram a receber a pressão da oferta, que deve continuar a marcar o mercado neste mês de junho.

No balanço do mês de maio, o preço do milho em Campinas/CIF subiu de R$ 52,00 para R$ 58,00 a saca de 60 quilos. Na região Mogiana paulista, avanço de R$ 49,00 para R$ 55,00. Em Cascavel, no Paraná, a cotação teve elevação de R$ 54,00 para R$ 57,00. Já no Rio Grande do Sul, em Erechim, as cotações subiram de R$ 55,00 para R$ 61,00 a saca.

Exportações

As exportações de milho do Brasil apresentaram receita de US$ 5 milhões em maio. A quantidade total de milho exportada pelo país ficou em apenas 26,7 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 185,70.

Na comparação com a média diária de abril, houve uma baixa de 91,9% no valor médio exportado, uma retração de 93,1% na quantidade e alta de 17,5% no preço médio. Na comparação com maio de 2015, houve perda de 30,8% no valor total exportado, recuo de 34,4% na quantidade total e valorização de 5,5% no preço médio.

Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

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