USDA corta estoques de soja e impulsiona preços no Brasil

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O relatório de maio do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) cortou a estimativa para os estoques finais americanos em 2015/16. O número ficou abaixo do esperado pelo mercado. O relatório indicou um quadro de aperto na disponibilidade da oleaginosa, provocando forte alta nas cotações futuras na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT).

A safra norte-americana está estimada em 3,929 bilhões de bushels, mantendo a estimativa de abril. Os estoques foram reduzidos de 445 milhões para 400 milhões de bushels, enquanto o mercado esperava 428 milhões.

Segundo o USDA, as exportações americanas tiveram a projeção elevada de 1,705 bilhão de bushels para 1,740 bilhão. Os esmagamentos tiveram projeção mantida em 1,87 bilhão de bushels. A estimativa de produtividade permaneceu em 48 bushels por acres.

O USDA também divulgou os primeiros números para a temporada 2016/17. A produção deverá recuar para 3,8 bilhões, enquanto o mercado indicava 3,788 bilhões de bushels. Os estoques finais deverão ficar em 305 milhões de bushels, contra 427 milhões estimados pelo mercado. O USDA indica exportação de 1,885 bilhão e esmagamento de 1,915 bilhão.

O relatório projetou safra mundial em 2015/16 de 315,86 milhões de toneladas. No relatório anterior, o número era de 320,15 milhões.  Os estoques finais foram cortados de 79,02 milhões de toneladas para 74,25 milhões. O mercado apostava em estoque de 76,1 milhões de toneladas.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 106,93 milhões de toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 99 milhões de toneladas, enquanto a safra argentina deverá ficar em 56,5 milhões de toneladas. Em abril, os números eram de 100 milhões e 59 milhões, respectivamente. A China deverá importar 83 milhões de toneladas, mesmo número estimado no ano anterior.

O USDA divulgou hoje os primeiros números para a temporada 2016/17. A produção mundial está estimada em 324,2 milhões de toneladas, com estoques finais de 68,21 milhões de toneladas. A safra americana está projetada em 103,42 milhões de toneladas.

Para o Brasil, a estimativa é de uma produção de 103 milhões de toneladas, enquanto a Argentina deverá colher 57 milhões. A China importaria 87 milhões de toneladas.

Mercado

Os números do USDA animaram o mercado brasileiro, que teve um forte volume de negócios na terça, data da divulgação do relatório. Os preços domésticos subiram e os produtores aproveitaram para negociar. Chicago atingiu os melhores em 21 meses.

A saca de 60 quilos em Passo Fundo (RS) passou de R$ 79,00 para R$ 79,50 entre os dias 5 e 12 de maio. Em Cascavel (PR), o preço subiu de R$ 78,00 para R$ 80,50. Em Rondonópolis (MT), a cotação avançou de R$ 73,50 para R$ 79,00. Em Dourados (MS), a saca subiu de R$ 71,00 para R$ 74,50. Em Rio Verde (GO), a saca passou de R$ 75,50 para R$ 77,00.

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago, os contratos com vencimento em julho acumularam alta de 5,8%, fechando a quinta a US$ 10,72 por bushel. No pico da semana, julho fechou a US$ 10,87 na terça. O dólar se desvalorizou 1,94%, atingindo R$ 3,473 na quinta.

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