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Agricultura de Precisão no Brasil conquista entidade representativa do setor

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Com 15 anos de existência no país, o mercado de AP envolve consultorias, prestação de serviços e comercialização de equipamentos e soluções

Entidades e empresas envolvidas com a Agricultura de Precisão (AP) no Brasil conquistaram um passo importante para a divulgação das suas tecnologias e os benefícios alcançados pelos produtores. Em reunião realizada durante a Agrishow 2016, foi fundada a Associação Brasileira de Agricultura de Precisão (AsBraAP), que  já estava definida pela Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão, do Ministério da Agricultura, como uma das metas do setor. 

A entidade conta entre seus fundadores, na sua grande maioria, com dirigentes que atuam como representantes de entidades na própria Comissão, que é um órgão consultivo do Mapa para temas associados à Agricultura de Precisão e é formado por entidades representativas de âmbito nacional.

Segundo o presidente da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão e também presidente da nova entidade, professor José Paulo Molin, o objetivo geral da AsBraAP é contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico, inovação e difusão do uso de práticas, técnicas e tecnologias de AP. “ A Agricultura de Precisão é entendida como o conjunto amplo de ferramentas e tecnologias aplicadas para permitir um sistema de gerenciamento agrícola baseado na variabilidade espacial e temporal das lavouras e visa ao aumento de retorno econômico e à redução do impacto ao ambiente”, destaca. 

Molin garante que a Associação certamente terá foco no setor produtivo envolvendo os provedores de produtos, soluções e serviços relacionados à AP e os usuários, que são os agricultores. A entidade será aberta para associação de pessoas físicas, inclusive estudantes, e jurídicas, de forma associativa e organizada, via cooperativas, associações e fundações. Outra ação voltada para o produtor será na popularização da informação, na formação e no treinamento. “No momento estamos focados na oficialização e estruturação da AsBraAP como entidade representativa e espera-se tê-la à frente do próprio Congresso Brasileiro de Agricultura de Precisão (ConBAP) já na sua próxima edição, em Goiânia (GO), de quatro a seis de outubro próximo”, informa.

O presidente da Comissão e da Associação Brasileira de Agricultura de Precisão afirma que a AP no Brasil tem em torno de 15 anos e apesar de ainda não existirem números que expressem o quanto já foi feito, há um considerável mercado no seu entorno, envolvendo consultorias e prestação de serviços, bem como a comercialização de máquinas, equipamentos e soluções de AP. “A indústria de máquinas agrícolas tem aproveitado muito bem esse fato e sempre que possível associa as suas inovações à AP. Por outro lado, a AsBraAP terá o desafio de auxiliar o setor a avançar e evoluir nas práticas e nas soluções para que possamos ter maior impacto e reconhecimento do que significa a AP para o setor produtivo” explica Molin.

Um dos integrantes do conselho de administração da AsBraAP, o diretor da Falker, empresa que trabalha há dez anos com AP, Marcio Albuquerque, afirma que a criação da Associação é um marco na organização da comunidade envolvida na Agricultura de Precisão. “A nova entidade vai permitir a representação perante a sociedade e união em busca da divulgação e ampliação da adoção das tecnologias disponíveis”, garante.

Para o representante do Ministério da Agricultura na Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão, Fabrício Vieira Juntolli, a principal motivação para a criação da AsBraAP foi a necessidade de organizar este novo e importante setor brasileiro que está em pleno desenvolvimento. “Com a criação da Comissão Brasileira de Agricultura de Precisão, ficou ainda mais claro esta demanda, sendo colocada como prioridade para o Mapa e a Comissão. A iniciativa também demonstra a nova era do agronegócio e/ou da nova forma de fazer agricultura”, destaca.  

Juntolli ressalta que o Ministério da Agricultura está otimista e apoia a AsbraAp.“Sem dúvida é uma parceira de alto nível para o desenvolvimento científico e tecnológico, difundindo e fomentando as práticas e técnicas para uma agricultura sustentável, competitiva e racional. Sendo fundamental para a evolução dos produtores brasileiros e beneficiando toda a sociedade brasileira”, salienta. 

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