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Milho registrou preços firmes em abril com oferta curta

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O mercado brasileiro de milho manteve o quadro de preços firmes, com as cotações avançando em diversas regiões, ao longo do mês de abril. O cenário de oferta limitada, restrita, persistiu, com os compradores tendo dificuldades para obter seu abastecimento. A preocupação com a safrinha adicionou um fator de sustentação às cotações, diante da apreensão climática e o produtor segurou a oferta dentro de suas possibilidades, acreditando num mercado mais favorável adiante.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, a crise de abastecimento que afetou duramente o mercado brasileiro se estendeu durante todo o mês de abril. “Em diversos estados os preços dispararam, acompanhando a necessidade de posicionar os estoques de maneira adequada em meio à restrição de oferta. O clima atua como ator principal no andamento da safrinha brasileiro”, indica.

Quanto ao clima, primeiro foi a estiagem prolongada em alguns estados do país que resultou em importante quebra. O segundo ponto é a chegada das frentes frias no final de abril, que resultam em possibilidade de geadas no Sul do país, o que pode provocar novos prejuízos nas lavouras de milho, aponta o analista.

No balanço do mês, o milho teve altas na maior parte das regiões. Houve exceções, como o caso de São Paulo. Na Mogiana paulista, por exemplo, o mercado fechou março com o milho cotado a R$ 49,50 a saca de 60 quilos, enquanto nesta quinta-feira (28/04) o preço era de R$ 48,00, o que representa uma queda no comparativo de 3%.

Mas, em outras regiões houve significativos avanços em abril. Em Cascavel, no Paraná, o preço do milho fechou março a R$ 48,00 a saca, e nesta quinta-feira estava a R$ 53,00, o que representa uma alta no período de 10,4%. Em Erechim, no Rio Grande do Sul, no mesmo comparativo, a cotação subiu de R$ 51,00 para R$ 54,00 a saca, elevação de 5,9%. Já em Rondonópolis, Mato Grosso, o mercado saiu de R$ 38,00 a saca no fim de março para terminar esta quinta-feira a R$ 42,00 a saca, alta de 10,5% ao longo de abril.

Para Fernando Henrique Iglesias, o mês de maio não deve dispor de grande volume de oferta. “Portanto, a dinâmica do mercado não deve se alterar de maneira contundente no próximo mês”, aponta.

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