Chuvas na Argentina impulsionam preços da soja no Brasil e em Chicago

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O excesso de chuvas na Argentina impulsionou os preços da soja na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), dando ritmo também aos negócios no mercado físico brasileiro. As cotações domésticas seguiram a sinalização externa e avançaram nas principais praças do país.

A saca de 60 quilos subiu de R$ 71,50 para R$ 75,00 em Passo Fundo (RS) entre os dias 14 e 20 de abril. No mesmo período, a cotação pulou de R$ 71,00 para R$ 75,50. Nos portos de Rio Grande e Paranaguá, o preço rompeu a casa de R$ 80,00.

Em Rondonópolis (MT), a saca avançou de R$ 65,00 para R$ 69,00. Em Dourados (MS), a cotação passou de R$ 63,00 para R$ 65,00. Em Rio Verde (GO), a cotação subiu de R$ 65,00 para R$ 71,00.

As preocupações com o tamanho da safra argentina catapultou o contrato com vencimento em julho em Chicago. A posição subiu 8,73% entre 14 e 21 de abril, atingindo a casa de 19,27 ½, o maior patamar em oito meses. O dólar comercial também subiu 1,64% na semana, batendo em R$ 3,533 e ajudando a sustentar os preços no Brasil.

O Ministério da Agricultura da Argentina (Minagri) calculou os prejuízos causados pelo excesso de chuvas sobre a produção de soja daquele país. O jornal La Nación teve acesso a um estudo feito por técnicos do Ministério e que apontam uma queda de 5,46% na safra 2015/16. 

As fortes chuvas deverão causar a perda de 3,33 milhões de toneladas. Em março, o número oficial de produção era de 60,92 milhões de toneladas. Neste momento, a previsão é de uma safra de 57,58 milhões de toneladas. 

O estudo alerta que esse número poderá ser revisado, com a perda ficando acima desta previsão inicial. Analistas de empresas privadas são mais pessimistas e indicam uma perda entre 5 milhões e 6 milhõesde toneladas, em cima de uma safra inicialmente estimada em 60 milhões.

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires cortou a sua estimativa para a safra argentina de soja 2015/16 em 4 milhões de toneladas. Segundo a Bolsa, a estimativa passou de 60 milhões para 56 milhões de toneladas. No ano passado, o país colheu 60,8 milhões de toneladas.

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