Dólar firme garante recuperação dos preços da soja

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O mercado brasileiro de soja teve uma semana de preços firmes e recuperação no ritmo da comercialização. A recuperação esteve sustentada pela recuperação do dólar frente ao real.

A saca de 60 quilos subiu de R$ 71,00 para R$ 72,00 em Passo Fundo (RS), entre os dias 31 de março e 7 de abril. No mercado período, o preço avançou de R$ 70,00 para R$ 71,00.

No Mato Grosso, em Rondonópolis, a cotação passou de R$ 64,00 para R$ 66,50. Em Dourados (MS), o preço subiu de R$ 61,00 para R$ 62,00. Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 64,00 para R$ 65,00.

O dólar subiu 1,57% na semana, acompanhando a tendência externa e também avaliando o cenário político no Brasil. No fechamento da quinta, a moeda americana estava cotada a R$ 3,693, mas chegou a romper a casa de R$ 3,70 ao longo da semana.

Os contratos com vencimento em maio caíram 0,68% na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) no período, atingindo US$ 9,04 ½. A expectativa de recuo na demanda pela soja americana e a possibilidade da área nos Estados Unidos ficar acima do esperado por conta das chuvas e do atraso no cultivo do milho pressionaram as cotações.

Produção brasileira

A produção brasileira de soja em 2015/16 deverá totalizar 98,981 milhão de toneladas, segundo o sétimo levantamento para a safra brasileira de grãos da Companhia Nacional de Abastecimento, crescendo 2,9% sobre a temporada passada, quando foram colhidas 96,228 milhões de toneladas.

A Conab, no entanto, reduziu a sua projeção na comparação com o dado de março, que era de 101,179 milhões de toneladas. Para atingir esse volume, a Conab indica uma área plantada de 33,13 milhões de hectares, aumento de 3,2% se comparado à última temporada, quando foram semeados 32,093 milhões de hectares. A Conab trabalha com uma produtividade média nacional de 2.988 quilos de soja por hectare, 0,4% inferior à média de 2.998 quilos por hectare de 2014/15.

A produção do Mato Grosso, principal produtor nacional da oleaginosa, deve ficar em 27,968 milhões de toneladas, com queda de 0,2% sobre a safra do ano passado. No Paraná, a safra deverá recuar 0,3%, somando 17,16 milhões de toneladas. A safra gaúcha está estimada em 15,6 milhões de toneladas, crescendo 4,8%.

A redução na previsão da Conab é reflexo, principalmente, das menores safras a serem obtidas nos estados das regiões Norte e Nordeste. A produção de Tocantins deverá ser 26,9% menor que a do ano passado. No Maranhão, a queda está estimada em 21,2%, enquanto no Piauí o corte está projetado em 35,4%. Os baianos deverão colher 6,2% a menos.

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