Cotações do milho seguem avançando no Brasil com oferta complicada

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O mercado brasileiro de milho repetiu nos últimos dias o cenário observado ao longo deste mês de março. A oferta é restrita e pouco a pouco as cotações vão reagindo a isso nas principais praças de comercialização, o que só deve ser significativamente alterado com a entrada da safrinha.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, o mercado de milho segue imerso na crise de abastecimento. A restrição de oferta leva a uma grande dificuldade na formação dos estoques, fazendo com que os preços no mercado interno subam de maneira exacerbada.

“A dinâmica do mercado deve mudar com a entrada da safrinha, a partir do mês de junho. Até lá o consumidor de milho tem que encontrar soluções, importação de milho da Argentina e do Paraguai se torna cada vez mais atraente”, comenta o analista.

Na maior parte das regiões as cotações avançaram na semana, mais curta de negócios em função da Sexta-feira Santa. Com menos dias para negociar a oferta ficou ainda mais complicada para os compradores.

Como exemplo, em Campinas (CIF), o milho estava cotado sexta-feira passada (18 de março) em R$ 51,50 a saca, tendo avançado nessa semana para R$ 52,00 a saca de 60 quilos. Na Mogiana paulista, o mercado avançou neste mesmo comparativo de R$ 47,50 para a faixa de R$ 48,00/49,00. Já em Cascavel, no Paraná, o mercado fechara a semana passada a R$ 44,00 a saca, e terminou a quarta-feira (23 de março) com o milho cotado a R$ 45,00. Os aumentos têm sido lentos, mas constantes, como os vistos nessa semana mais curta de comercialização.

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