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Estudo Agrotendências 2016 revela protagonismo da agropecuária nacional em meio à crise

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Levantamento traz principais indicadores do agronegócio nos últimos 10 anos. Brasil teve aumento de produtividade e liderança na exportação de aves

Embora o cenário econômico esteja deixando muitos analistas pessimistas diante de problemas como a queda do Produto Interno Bruto (PIB) e o consumo das famílias, além do aumento do desemprego, o agronegócio tem ganhado destaque como um dos únicos setores resiliente à crise.

Esse foi o resultado do estudo Agrotendências 2016 realizado pelo Canal Rural por meio da Wedekin Agribusiness Consulting. O balanço dos principais indicadores do setor nos últimos 10 anos foi apresentado nesta semana, em São Paulo, por Ivan Wedekin, presidente da Câmara de Crédito e Comercialização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e âncora do programa “Momento Agro do Brasil”, exibido pelo Canal Rural.

Dentre os principais resultados desta edição, destaque para a notícia de que a agropecuária brasileira ganhou participação no mercado global, com crescimento superior ao PIB (entre 2% e 2,5%), que teve queda de 3,6% segundo o Banco Central. O Brasil também é o terceiro maior exportador de produtos agrícolas do mundo, atrás apenas de União Europeia e Estados Unidos. É ainda vice-líder na exportação de milho e líder absoluto nos mercados de açúcar e avícola, detendo 50% e 37%, respectivamente, do market share global.

“Quando apresentamos os resultados da primeira edição do Agrotendências, em 2015, muitos se surpreenderam com o seu tamanho e o quanto ele movimenta. Foi então que percebemos a importância de atualizarmos o mercado com informações sobre um dos setores que mais move a economia”, destaca Donário Lopes de Almeida, presidente do Canal Rural.

O levantamento mostrou ainda que o agronegócio representa 22% do PIB e é responsável pela geração de 37% dos empregos no País. “A produção é global, mas tem raízes no interior. Isso pode parecer contraditório, mas revela uma característica do nosso mercado. A produção é descentralizada, promovendo a desconcentração econômica e social”, explica Wedekin.  

Outro ponto que merece destaque é a característica empreendedora e criativa do produtor rural brasileiro. Com uma das menores taxas de subsídio público do mundo, de apenas 4,4% de investimento governamental, quem atua no campo precisa encontrar alternativas para continuar produzindo com qualidade e menos recursos. A saída é o crédito rural, que saltou de R$ 42 bilhões em 2005 para R$ 154 bilhões em 2015. A estratégia parece estar funcionando. Não à toa, a produtividade nas lavouras tem mantido crescimento de 3,53% ao ano desde 1975 e o Brasil já é considerado referência em pesquisa e tecnologia no campo.

Esta é a segunda edição do Projeto Agrotendências, que tem como objetivo fornecer informações de confiança e relevância sobre a agropecuária brasileira, a fim de contribuir para a tomada de decisões no campo e fora dele.

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