Expodireto encerra com queda de 22% nos negócios

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A feira, que é um termômetro para o agronegócio gaúcho, fecha a semana de atividades com queda na comercialização e no público visitante

A 17ª edição da Expodireto Cotrijal terminou hoje (11) com uma queda de 28% no total de negócios realizados. Os números refletem a cautela dos produtores em meio a crise econômica brasileira. Os indicadores oficiais da feira foram divulgados em coletiva de imprensa no final da tarde desta sexta-feira. De acordo com o presidente da Expodireto Cotrijal, Nei Mânica, o sentimento é de felicidade e satisfação, já que a importância do evento está muito além da comercialização de máquinas e outros produtos. “O foco principal da Expodireto é trazer as empresas para os produtores buscarem informação, tecnologia e fazer negócios e isso ocorreu”, afirmou.

Segundo ele, a Cotrijal se sente realizada. “Estamos felizes porque conversamos com as empresas e elas disseram que puderam mostrar suas marcas, suas tecnologias para que o produtor fizesse um comparativo com os concorrentes. Eles têm mais 360 dias depois para fazer essa comercialização. Estamos passando por esse momento de turbulência, mas, economicamente eu acredito que os números estão dentro da realidade que nós vivemos no momento”.

Negócios

Os bancos tiveram uma redução de 22% em seus protocolos efetuados em relação ao ano passado, fechando em R$ 1,2 bilhões. Já os bancos de fábricas tiveram uma redução menor em seus protocolos, de 12% em relação a 2015.  O pavilhão internacional registrou a maior queda, chegando a menos 83% em relação a 2015. A agricultura familiar teve saldo final positivo de crescimento dentre os negócios da Expodireto, atingindo um crescimento de 12% superior ao ano passado, ficando na casa dos R$ 956 milhões. O total de negócios fechou em R$ 1,5 bilhão, 28% menos que em 2015, quando o número ficou em 2,1 bilhões.

Expositores

O número de expositores aumentou em relação ao ano passado, passando de 530 para 554. Houve redução no número de empresas de maquinário e aumento no total de expositores da agroindústria familiar, que passou de 172 para 220 em 2016.

Público

Com um decréscimo de 8% em relação a 2015, a feira teve um público de 210.800 visitantes. A queda se deve ao ano atípico, com dois dias de chuva, que não tinha ocorrido nas últimas edições. O dia com maior público registrado foi a quinta-feira (10), com 65 mil visitantes.

Novidades

Entre as atividades novas desenvolvidas neste ano de 2016, esteve o Fórum Nacional de Conservação de Solos e de Água, o Fórum da Cultura do Trigo, a aula inaugural do programa Jovem Aprendiz no Campo e o 1º Entreveiro das Nações. “A Expodireto, além de um lugar para se fazer negócios, se tornou um espaço para discussões e debates importantes”, destacou o presidente. 

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