Participação feminina se destaca no Dia Internacional da Mulher

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Três gerações de mulheres e o envolvimento com o agronegócio

Monique Tartas – especial para Destaque Rural

No dia dedicado internacionalmente às mulheres, os olhares voltam-se mais que nunca à participação feminina no agronegócio. Aos que acompanham distantes, a realidade pode ser interpretada de forma diferente da vivenciada pelas famílias.

Lorena Schuster (62) formou sua família no interior de Não-Me-Toque e passou a diante a paixão e dedicação pelo campo que herdou de gerações passadas. Mora hoje na cidade, mas sacia a saudade do trabalho agrícola na casa de sua filha Luciana (43) que mantém vivos os negócios da família. As duas acompanham a Expodireto Cotrijal desde seu surgimento, interessadas pelas novidades tecnológicas da área.

As mudanças acompanhadas nas últimas décadas impactaram positivamente na produção da família que além de se dedicar ao consumo próprio, também comercializa alguns de seus produtos. O interesse por aprimorar o trabalho no campo não parou na geração da filha Luciana, já que a neta, Cristina Roessler (21), decidiu sair do interior em busca de mais conhecimento, voltando com o título de técnica em meio ambiente. “Foi uma forma de me adequar às normas com a possibilidade de poder aplicar na prática, porque muitos se formam e não praticam”, comenta Cristina.

Quando questionadas sobre a diferença entre homens e mulheres no agronegócio, mãe e filha são muito firmes: não existe. Como diz Luciana, “vai o homem e a mulher na enxada, vai o homem e a mulher tirar leite, os dois decidem tudo. Tudo é decidido em família”. Para mãe, filha e neta, a figura do pai ou do marido nunca esteve relacionada a autoridade absoluta. “De manhã a gente conversava ‘o que vamos fazer hoje?’. Os dois um do ladinho do outro. Nada de um na frente e outro atrás”, relembra Lorena que, mesmo viúva, ainda preserva o orgulho da parceria com o companheiro.

A família admira o comprometimento da feira principalmente com o pequeno agricultor. O marido de Luciana também acompanha as visitas, mas dentro do parque os destinos parecem ser diferentes. Enquanto Cristina se envolve na organização da feira, trabalhando na praça de alimentação, a mãe Luciana e a avó Lorena buscam participar de capacitações e momentos de aprendizado. “É uma semana diferente. Temos a lida em casa logo cedo e depois viemos pra cá. É uma semana em que fugimos da rotina para aprender”, diz Luciana. 

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