Milho teve preços firmes com boa procura, foco, porém, é na soja

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O mercado brasileiro de milho iniciou a semana com preços estáveis mas ainda muito firmes. Há escassez de ofertas ainda, e a procura continua forte. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Paulo Molinari, houve poucos negócios, todavia.

“O foco é na colheita e escoamento da soja”, explicou. Isso leva a um aumento de fretes em algumas regiões do país. Muitos compradores permanecem com estoques enxutos, com muita dificuldade em repor o milho de maneira adequada. A alta dos fretes deve influenciar nos preços CIF daqui em diante.

As exportações de milho do Brasil renderam US$ 486,9 milhões em fevereiro(oito dias úteis), com média diária de US$ 60,9 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país chegou a 2,952 milhões de t, com média diária de 369 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 164,9.

Entre janeiro e fevereiro, houve uma alta de 65,6% no valor médio exportado, uma valorização de 65,5% na quantidade e estabilidade no preço médio. Na relação entre fevereiro de 2016 e o mesmo mês de 2015, houve alta de 430,8% no valor total exportado, avanço de 501,3% na quantidade total e desvalorização de 11,7% no preço médio.

Nesta quinta-feira (18) em Santos, o preço ficou em R$ 44/46,00 . Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio esteve em R$ 44/45,00. No Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel esteve em R$ 40,50/41,50. Em São Paulo, o preço esteve em R$ 40,50/42,00, na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação encerroua R$ 44,50/45,50.

No Rio Grande do Sul, preço esteve a R$ 41/42,00, em Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia ficou em R$ 43/44,00. Em Goiás, preço esteve a R$ 39/40,00, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço esteve em R$ 32/34,00, em Rondonópolis.

 

Preços firmes

O mercado brasileiro de soja apresentou preços firmes e poucos negócios ao longo da semana. A alta combinada dos contratos futuros em Chicago e do dólar frente ao real impulsionaram as cotações. O ritmo da comercialização segue prejudicado pela retração dos produtores.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos subiu de R$ 77,50 para R$ 78,00 entre os dias 11 e 18 de fevereiro. No mesmo período, a cotação passou de R$ 72,00 para R$ 74,00.

Em Rondonópolis (MT), o preço avançou de R$ 68,00 para R$ 69,00. Em Dourados (MS), a saca foi elevada de R$ 65,50 para R$ 70,00, enquanto em Rio Verde (GO) a cotação permaneceu em R$ 70,00.

A semana foi positiva na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). Os contratos com vencimento em março acumularam valorização de 0,8% e atingiram o maior patamar em duas semanas, fechando a quinta a US$ 8,80 1/2.

A perspectiva de um reaquecimento da demanda pela soja americana garantiu a alta. A recuperação do petróleo, números positivos de embarques americanos e o atraso nas exportações brasileiras reforçaram o sentimento de que há espaço para a soja americana no mercado.

Completando o cenário favorável aos preços internos, o dólar comercial subiu 1,6% no período, voltando a romper a barreira de R$ 4,00 e dando competitividade à oleaginosa. As preocupações com a economia brasileira e as incertezas no campo político determinaram a alta da moeda americana frente ao real.

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