Emater/RS-Ascar e FAO assinam acordo inédito para capacitação de pescadores familiares

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Num acordo inédito, a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) assinou convênio com uma instituição de Extensão Rural do Sul do Brasil. Ou seja, a FAO, através da Emater/RS-Ascar, está investindo U$ 20 mil para a prestação de Assistência Técnica e Social para a comunidade de pescadores da Colônia de Santa Isabel (Coopesi), de Arroio Grande, no Sul do Estado, bem como para os pescadores artesanais da comunidade de Mandira (Cooperostra), de Cananéia, no estado de São Paulo. O acordo foi assinado na manhã desta sexta-feira (05/02), no Escritório Central da Emater/RS-Ascar, em Porto Alegre, pelo presidente da Emater/RS, Clair Kuhn, e pelo coordenador da unidade de projetos da FAO na Região Sul, Carlos Biasi.

“O objetivo é facilitar e melhorar o intercâmbio de experiências entre essas duas cooperativas de pescadores de pequena escala no Brasil, através de intercâmbio de líderes de pescadores, de formação em desenvolvimento cooperativo e capacitação inclusive voltada ao conhecimento e à preservação da biodiversidade dos ecossistemas, formados por mangues e lagoas”, explicou Biasi. Ele também cita o desadio de organizar a gestão e fortalecer as organizações de pescadores no Brasil, a partir desse projeto com essas cooperativas.

Para o presidente da Emater/RS, “o acordo é um pequeno passo na construção de políticas públicas de governo, em parceria com a FAO, criando oportunidades para o fortalecimento dessas comunidades”, disse Kuhn, ao destacar sua expectativa de “realizar um trabalho muito interessante, que vai contribuir com o desenvolvimento dessas pequenas comunidades pesqueiras, mas que têm grande capacidade de crescimento”.

Além de objetivar reduzir a pobreza rural e a fome, o projeto contempla a soberania alimentar das comunidades e cuidados com o ambiente. De acordo com a coordenadora da área da Pesca Artesanal da Emater/RS-Ascar, Ana Luíza Spinelli Pinto, há no RS o Conselho Estadual de Ordenamento da Pesca, que tem orientado os pescadores sobre os diversos temas ambientais, especialmente a partir da publicação do Livro Vermelho da Fauna Ameaçada de Extinção. “A invasão de grandes empresas no mercado da pesca e a poluição dos mares, com acúmulo de lixo, têm prejudicado a pesca artesanal no Brasil, não sendo diferente no Rio Grande do Sul”, observou Ana Luíza, ao defender a legalização do setor.

Para Biasi, “até a informalidade é um aspecto cultura do pescador, mas para abastecer o mercado é preciso garantir a pesca e o peixe diariamente”, disse, ao salientar as características benéficas e nutritivas do peixe na alimentação. “Esse acordo é uma importante demonstração de forças para superarmos a pobreza e a fome e para avançarmos na qualidade de vida dos pescadores, oferecendo, com gestão qualificada, um alimento saudável para os consumidores”.

Acompanharam a assinatura os diretores técnico e administrativa da Emater/RS, Lino Moura e Silvana Dalmás, o gerente estadual de Comunicação, Marco Medronha, e o assessor da Diretoria, João Wanderlei Pereira.

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