Soja inicia 2016 com produtor retraído e poucos negócios

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O mercado brasileiro de soja teve preços pouco alterados e ritmo lento de negócios durante o mês de janeiro. Os contratos futuros na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) oscilaram em uma estreita margem. A sustentação dos preços foi reflexo do câmbio favorável às exportações.

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos abriu o mês a R$ 80,00 e fechou a quinta, 28, a R$ 81,50. Em Cascavel (PR), o preço recuou de R$ 75,00 para R$ 74,00 no período.

Em Rondonópolis (MT), a cotação subiu de R$ 67,00 para R$ 70,00. No mesmo período, o preço baixou de R$ 73,00 para R$ 69,00 em Dourados (MS). Em Rio Verde (GO), a saca avançou de R$ 72,00 para R$ 73,00.

No mercado internacional, os contratos com vencimento em março se valorizaram 0,41% entre 31 de dezembro e 28 de janeiro, passando de R$ 8,64 1/4 para US$ 8,67 3/4. O período foi marcado por poucas oscilações e ajustes técnicos.

O mercado iniciou o mês pressionado em Chicago. Reagiu após o relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que reduziu estoques e produção do país, surpreendendo os operadores. A partir do dia 13 e até o dia 27, o contrato março oscilou em uma estreita margem, entre US$ 8,70 e US$ 8,88.

Somente no final do mês, o contrato caiu abaixo do suporte, em decorrência das preocupações com a economia mundial e as dúvidas quanto à demanda chinesa pelo produto americano. A melhora no clima no Brasil também contribuiu para a pressão.

A colheita da safra brasileira teve início em janeiro e as projeções mais recentes seguem apostando na maior produção da história, mas em patamares abaixo dos iniciais. A safra deverá totalizar 99,847 milhões de toneladas, com aumento de 4,3% sobre a safra da temporada anterior, que ficou em 95,711 milhões de toneladas. A previsão é de SAFRAS & Mercado.

Na comparação com o relatório anterior, no entanto, houve um corte de 561 mil toneladas, ou 0,56%. Em dezembro, a estimativa era de 100,408 milhões de toneladas.

O destaque do mês ficou por conta do câmbio. O dólar iniciou o ano com alta de 3,27%, passando de R$ 3,95 para R$ 4,079%. Além das incertezas sobre a economia mundial, o cenário político deteriorado ajudou a sustentar a moeda americana.

 

Milho

O mercado brasileiro de milho pode ser resumido em uma palavra durante o mês de janeiro: escassez. Os preços internos acabaram disparando em decorrência da escassez de oferta aliada à predileção do produtor brasileiro em destinar seu produto ao mercado externo.

A paridade cambial tem grande peso nessa situação. Ressaltando que o real altamente desvalorizado faz com que as commodities brasileiras se tornem muito competitivas no mercado externo. Nem mesmo a entrada da safra em alguns estados alterou significativamente os preços, que permanecem em patamares elevados.

As exportações de milho do Brasil renderam US$ 573,7 milhões em janeiro(15 dias úteis), com média diária de US$ 38,2 milhões. A quantidade total de milho exportada pelo país chegou a 3,469 milhões de t, com média diária de 231,3 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 165,3.

Entre dezembro e janeiro, houve uma baixa de 18,8% no valor médio exportado, uma desvalorização de 18,8% na quantidade e estabilidade no preço médio. Na relação entre janeiro de 2016 e o mesmo mês de 2015, houve alta de 35,3% no valor total exportado, avanço de 52% na quantidade total e desvalorização de 11% no preço médio.

A média mensal de preços em janeiro em Santos foi de R$ 41,75. Enquanto isso, em Paranaguá o preço médio ficou em R$ 44,19. No Paraná, a cotação comprador/vendedor em Cascavel esteve a R$ 39,31. Em São Paulo, o preço esteve a R$ 41,44, na Mogiana. Em Campinas CIF, a cotação encerrou a R$ 44,42.

No Rio Grande do Sul, preço ficou em R$ 38,25, em Erechim. Em Minas Gerais, preço em Uberlândia ficou em R$ 40,47. Em Goiás, preço ficou em R$ 35,47, em Rio Verde. Em Mato Grosso, preço esteve em R$ 29,06, em Rondonópolis.

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