Safra de frutas na Serra apresenta quebra na produção de até 71%

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As expectativas iniciais para a safra 2015/2016 das frutíferas cultivadas na Serra gaúcha foram divulgadas na última quarta-feira (27/01), em Caxias do Sul, pelo presidente da Emater/RS, Clair Tomé Kuhn. De acordo com o Informativo Conjuntural elaborado pela Emater/RS-Ascar, o levantamento da fruticultura foi realizado em todos os municípios produtores da região e contabilizou uma quebra na safra que varia de 17 a 71%, com exceção do morangueiro, que não registra perdas. Por enquanto, na Serra gaúcha, a colheita da uva prossegue até o próximo mês, a do pêssego já encerrou e a do caqui ainda nem começou.

Vários foram os fatores que provocaram essa quebra, afetando, no caso da uva, a produtividade, a qualidade e a rentabilidade bruta da atual safra, como o esgotamento fisiológico das plantas, após várias safras com alta produtividade, o clima, que apresentou muitas variações, com inverno atípico, que causou brotação irregular das gemas de folhas e de flores, e primavera com geadas e chuva acima da média, dificultando a polinização/fecundação das flores e o pegamento das frutinhas. Além disso, os dias encobertos favoreceram o surgimento de doenças nas plantas, exigindo tratamentos e elevando os custos de produção das frutas, que vêm apresentando qualidade abaixo do esperado, no que se refere à coloração, sabor e teor de açúcar.

A oferta reduzida das frutas tem provocado a valorização do produto, compensando as perdas. De modo geral, todas as espécies de frutíferas produzidas na Serra registram um aumento médio de 25% no seu preço, o que ameniza as perdas no volume produzido, impostas principalmente pelas condições climáticas, bem como as perdas financeiras para o agricultor.

GRÃOS
No caso dos grãos de verão, a soja no Rio Grande do Sul está com 42% das lavouras em floração e 19% em formação de vagem e o clima para os próximos períodos passa a ser de caráter decisivo para obtenção de uma boa produtividade. Apesar do bom aspecto das lavouras, áreas com possibilidade de serem irrigadas estão sob este manejo desde o início do mês, quando cessaram as chuvas mais abundantes.

No Noroeste do Estado, lavouras de soja plantadas no cedo e com variedades de ciclo precoces estão em maturação e devem iniciar a colheita já nos próximos dias. Essa situação é registrada em Novo Machado e Porto Mauá, que plantam respectivamente 11 mil e 4,2 mil hectares. As produtividades esperadas estão entre 2,43 e 2,7 t/ha, o que pode ser considerado muito bom, tendo em vista a média de cerca de 2 mil kg/ha, registrada nos últimos cinco anos na região.

As lavouras de milho foram muito beneficiadas pelo clima dos últimos períodos, com temperaturas elevadas e intensa luminosidade, fazendo com que as lavouras apresentem bom potencial produtivo. Com a semana transcorrendo com o tempo seco, foi pouco significante a incidência de doenças, facilitando o controle e mantendo o bom estado fitossanitário das lavouras. As primeiras implantadas estão maduras e sendo colhidas, sendo que o percentual chega a 21% em nível estadual, tendo ainda 14% de lavouras aptas para tanto. As produtividades obtidas têm superado em muito as expectativas iniciais dos produtores. Na região de Ijuí há casos de lavouras que registraram rendimentos acima dos 10 mil kg/ha.

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