Brasil: potência do mercado de pecuária

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O novo ano começou com perspectivas positivas para a pecuária brasileira. De acordo com os especialistas do setor, os preços se manterão altos devido à continuidade da baixa oferta de gado para o abate. A categoria considera que 2015 foi um ano de conquistas e 2016 será a continuidade para colher esses resultados.

Neste artigo, Carlos Martinatti especialista de Produto e Mercado de Feno e Forragem aborda alguns pontos que fazem do Brasil uma das maiores potências do segmento. Confira:

Com mais 8,5 milhões de quilômetros quadrados de extensão, o Brasil é o quinto maior País do mundo em território. Desse total, cerca de 20% da sua área é ocupada por pastagens, o que significa 174 milhões de hectares.

Além disso, o País apresenta uma diversidade climática muito interessante, com predominação tropical, o que reflete nos regimes pluviométricos, ou seja, chuvas de verão que se iniciam em setembro e tornam-se mais intensas em entre outubro e novembro; a partir de março e abril tornam menos frequentes. Essas características impactam diretamente nos sistemas de produção pecuária.

Como a maior parte do rebanho é criada em pasto, aproximadamente 209 milhões de cabeças, o clima é parte decisiva no produto final. Com isso, muitas coisas podem mudar, como oferta e preço do gado em cada região. Também há uma variedade de sistemas produtivos em um território tão vasto que reflete na diversificação dos produtos.

A pecuária brasileira tem crescido a cada dia. E prova disso são os números apresentados em relação ao Produto Interno Bruto. Para que possamos ter uma ideia dessa importância e de quanto isso impacta na economia do Brasil, em 2014 o PIB do agronegócio brasileiro cresceu 1,6%, sendo que o setor pecuário registrou alta de 6,92%.

Atualmente, de acordo com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o PIB da pecuária continua apresentando alta expansão e registrou alta de 7,09%, no acumulado de 12 meses até o início de 2015.

Com todos esses dados que compravam que o mercado é um dos mais produtivos do País, a priorização em tecnologias e maquinários que colaborem para esse desempenho é uma realidade latente, pois possibilita a melhora da performance do pecuarista em campo e gera um gado rentável sendo no setor de corte ou no leiteiro.

Soluções para o mercado agropecuário

Sabemos que a qualidade da forragem determina a qualidade dietética dos animais. Por exemplo, uma forrageira que proporciona um produto com alta porcentagem de fibra, gera baixa digestibilidade ao gado. Por isso, a escolha deste maquinário agrícola é um dos passos mais importantes para os resultados financeiros da produção.

As soluções disponíveis para o mercado agropecuário estão modernas e atualizadas. Como no caso das forrageiras. Recentemente foram lançadas no mercado um nova Série desses produtos que trazem um conceito completamente novo aos clientes que produzem silagem ou aos prestadores de serviço em colheita de forragem.

A Série 8000 de forrageiras conta com três opções de modelos de acordo com a necessidade e perfil do produtor, com as mais variadas configurações. Toda linha de processamento das máquinas também permite um maior fluxo de forragem, o que garante mais qualidade do material colhido. As possibilidades de configuração e os diversos tipos de processadores do grão podem ser configurados de acordo com o estado fenológico do milho.

Toda a linha de processamento também sofreu alterações com o objetivo de permitir o maior fluxo de forragem e garantir a qualidade do material colhido. Existem diferentes tipos de processador de grãos que podem ser configurados de acordo com o estádio fenológico do milho e a necessidade de quebrar mais ou menos os grãos

O uso da tecnologia está cada vez mais presente no rebanho brasileiro. A atividade que é considerada a que mais ocupa solos, também gera mais oportunidades para o aumento de produtividade e redução das emissões de carbono. Para colaborar com esse cenário, as forrageiras da Série 8000 contam com um sistema de gerenciamento da rotação do motor que proporciona a redução em até 18% no uso de combustível. Além disso, contam com cabine 30% maior, o que garante mais conforto ao operador e garante 500 horas de intervalo para troca de óleo do motor.

O Brasil é o segundo maior exportador de carne bovina do mundo e mantém 68% da área do seu território com florestas preservadas. Neste contexto de sustentabilidade, é importante reforçar que as tecnologias avançadas proporcionam um trabalho com menos impacto ambiental e muito mais produtividade.

A potência do mercado pecuário brasileiro é visível e pode expandir ainda mais. Os avanços tecnológicos têm sido desenvolvidos, as pesquisas são contínuas e a evolução certamente irá continuar.

Carlos Martinatti, especialista Produto e Mercado – Feno e Forragem da John Deere Brasil.

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