Secretário da Agricultura entrega demandas do setor à presidente Dilma Rousseff

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Ernani Polo falou sobre as perdas na produção devido as chuvas, granizo e geadas

Durante visita da presidente Dilma Rousseff ao Rio Grande do Sul, em razão das recentes chuvas que assolaram o estado, o secretário da Agricultura, Pecuária e Irrigação, Ernani Polo, encaminhou demandas do setor, e relatou para a presidente os prejuízos que os incidentes climáticos causaram à agricultura. 
No ofício entregue à presidente, o secretário destaca o prejuízo no trigo com geada e o excesso de chuva, além da produção de tabaco que sofreu bastante com as ocorrências de granizo das últimas semanas e diminuição na produção de leite. Milho, fruticultura, feijão e o setor hortigranjeiro também sofreram em razão do clima. “Nos preocupa muito o atraso no plantio do soja e principalmente do arroz, por isso pedimos a flexibilização no zoneamento agroclimático dessa cultura até 15 de novembro”, relata o secretário.

Entre as reivindicações do setor estão também prioridade e celeridade no pagamento urgente do seguro agrícola com a garantia da devida subvenção; imediatas ações corretivas nas estradas vicinais e rodovias estaduais e federais; linha de crédito emergenciais, com juros e prazos compatíveis com atual situação, para atender aos produtores atingidos, possibilitando que eles recuperem a infra-estrutura de suas propriedades que foram danificadas pelo granizo e vendavais.

“Entreguei também pauta de reivindicações da Farsul e da Fetag com importantes solicitações. A presidente escutou todas as demandas e garantiu que passaria à ministra da Agricultura Kátia Abreu e ao ministro do Desenvolvimento Agrário, Patrus Ananias”, informa o secretário.

Principais problemas do setor (trecho do ofício entregue):

  • A cultura do trigo contabiliza uma perda estimada em 40%, somada ao fato de que qualidade dos grãos está altamente comprometida;
  • O plantio do arroz está bastante atrasado, com menos de ¼ da intenção prevista de semeadura;
  • As áreas de soja enfrentam grandes dificuldades de plantio;
  • As lavouras de milho já apresentam perdas em torno de 10%, inclusive com comprometimento à atividade leiteira;
  • O tabaco apresenta significativa diminuição em sua produção, inclusive com áreas com perda total. Acrescente-se o fato da perda de fertilidade e estruturação dos solos devido as inundações, fato que ocasionará a necessidade de recuperação dos solos, elevando os custos;
  • O feijão tem uma perda de área estimada em 20%;
  • Os produtores de hortigranjeiros estão com suas lavouras comprometidas pelas cheias, além das geadas que se fizeram presentes em duas ocasiões;
  • Os citros enfrentaram geadas no início do seu ciclo e também, recentemente, granizo, com destaque para as culturas da uva (com significativas perdas) e da maçã, sendo que esta apresenta um prejuízo de 24% com 3.500 ha atingidos.

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