Armazenamento inadequado de grãos provoca perda de até 40%

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O armazenamento inadequado de grãos provoca perdas de até 40%, de acordo com pesquisa da Embrapa Milho e Sorgo. Nada menos que 15% dos grãos são perdidos por conta de um armazenamento inadequado, onde insetos-praga, fungos, micotoxinas e ataques de roedores são os problemas mais comuns. Os dados apontados afirmam que nas pequenas propriedades familiares que armazenam milho em espiga e que utilizam estruturas rústicas, como paióis de madeira, as perdas causadas por insetos e roedores podem, em alguns casos, alcançar mais de 40%. Junto com o esforço para o aumento da produtividade, o produtor precisa atentar para os cuidados com o armazenamento, pois assim poderá guardar sua produção e comercializá-la em épocas do ano em que consiga melhores preços. Ou mesmo poderá manter o grão para garantir o fornecimento na entressafra. O agricultor precisa observar, também, o “zoneamento agrícola”, bem como conhecer as condições ambientais da sua região de produção, para saber até mesmo o histórico de ataques de insetos às espigas durante o desenvolvimento da cultura no campo. As principais recomendações da Embrapa são as seguintes: armazenar o produto com o teor de umidade de 13% ou um pouco abaixo do nível usual de comercialização (12%); classificar as espigas conforme o empalhamento; separar as espigas bem empalhadas das mal-empalhadas. O bom empalhamento das espigas favorece a boa conservação, desfavorecendo o ataque de pragas. As espigas mal-empalhadas devem ser consumidas inicialmente e as espigas bem empalhadas podem ser consumidas posteriormente. Outro cuidado é promover a limpeza dos grãos antes do armazenamento, no caso da produção a granel. Esta medida é importante porque os insetos têm mais dificuldade de infestar grãos limpos. Também deve-se evitar a mistura de grãos recém-colhidos com grãos de safras anteriores; assegurar que piso, telhado e paredes estejam em boas condições de impermeabilização; realizar, antes do armazenamento e periodicamente (ou quando observar infestação), o tratamento da estrutura com inseticidas protetores. Assim, recomenda-se, após uma limpeza geral, a pulverização com inseticida de efeito residual, devidamente recomendado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Recomendase também utilizar sempre as dosagens recomendadas pelos fabricantes de inseticidas, que constam em rótulos e bulas dos produtos. No caso do expurgo, utilizar lona plástica especial (com maior espessura) e não as lonas plásticas para uso geral. Além disso, deve-se manter o produto sob a lona pelo período de exposição indicado pelo fabricante (este não deve ser inferior a três dias). Os produtos armazenados de safras anteriores que estejam infestados com insetos devem ser separados e expurgados com inseticida fumigante (fosfina), para eliminação de todos os estágios de vida (ovos, larvas, pupas e adultos).  

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