(54) 3632 5485 contato@destaquerural.com.br

Preço de alimento deve cair em 10 anos, mas não prejudica agricultores no Brasil

Destaque Rural | Portal do Agronegócio | Revista, Agricultura, Pecuária, Mercado

Os preços de todos os produtos agrícolas devem declinar na próxima década, segundo o estudo da food And Agriculture Organization (Fao), das nações unidas, e da Organisation For Economic Co-Operation And Development (Oecd), em parceria com a Fundação Getúlio Vargas (FGV) projetos.

A queda, no entanto, não deve prejudicar os agricultores brasileiros, porque os investimentos em produtividade compensarão as perdas. A projeção leva em consideração estimativas sobre o crescimento da produção e a tendência do aumento na produtividade agrícola. Estima que os preços dos alimentos no mundo devem cair para patamares superiores ao de períodos anteriores a 2008, quando houve forte crise mundial. Conclui-se que o consumo dos alimentos de primeira necessidade, em países emergentes, vem apresentando crescimento fraco de demanda.

A demanda maior de proteína ocorre nos países em desenvolvimento, por isso tem-se aumento no preço de carnes e lacticínios. Os grãos e as oleaginosas tiveram aumento maior em relação aos preços dos alimentos básicos. As perspectivas para a agricultura são positivas para o brasil, pois o país terá mais oportunidades movidas pelo crescimento da produtividade, embora não tão grandes quanto as observadas nos últimos dez anos.

A produtividade da carne e cereais vai aumentar no brasil. Conforme o estudo, a projeção para a área das principais safras no país indica crescimento de 20% até 2024, chegando a 69,4 milhões de hectares, com crescimento anual de 1,5%. A estimativa leva em conta o uso da terra para oleaginosas, grãos brutos, arroz, trigo, cana de açúcar e algodão. As oleaginosas, especialmente a soja, continuarão a predominar no uso da terra no país, respondendo por quase metade da área de colheita em 2024. O relatório da fgv aponta que o brasil tem o maior potencial para expandir ainda mais a produção, entre todos os países produtores.

O preço da soja deverá permanecer relativamente alto na próxima década, aumentando em 6,9% ao ano. A produção da oleaginosa deve aumentar em 2,5% ao ano, alcançando 108 milhões de toneladas. Espera-se crescimento na área cultivada de soja em 23%, chegando a 34,3 milhões de hectares em 2024. O consumo deverá aumentar 2,3% ao ano. Reitera se que o Brasil precisa enfrentar o problema da logística, sobretudo no escoamento de milho e soja, e que há probabilidade de isso [a solução para a falta de logística] acontecer no horizonte de dez anos.

Fonte: Agrolink