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Segregação e qualidade: Produtor deve ficar atento para obter melhores resultados

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A separação do trigo por tipo e por classe específica na hora do armazenamento do produto é chamada de segregação. Sua qualidade é medida pela força do glúten, pela expanação, pela tenacidade, pela cor, pela ausência de microtoxinas, dentre outras análises. Esse costuma ser um fator que dificulta a comercialização do cereal, que é uma commodity, ou seja, tem seu preço regulado pelo mercado internacional.

O trigo, assim como outras commodities, merece ser tratado com muita atenção por parte dos produtores, desde a hora da escolha das melhores sementes para determinado tipo de solo até a hora da colheita. O processo deve ter acompanhamento técnico permanente para que o produtor não tenha qualquer tipo de frustração de safra.

Garantia

De acordo com o pesquisador Luiz Carlos Caetano, da Associação Brasileira da Indústria do Trigo (Abitrigo), os produtores que quiserem obter melhores resultados e trabalhar com a segregação do trigo devem ater-se a alguns detalhes que são muito importantes e que agregam valor ao produto. “A qualidade do trigo, determina a que tipo de produto ou produtos se destina. Alia-se a esse fato a segregação, que é a garantia ao produtor e ao comprador de que o produto especificado será entregue. Não podemos esquecer que para a segregação, a condição de armazenagem do trigo, também é importante”, diz.

Competitividade

Os lotes de grãos podem ser segregados de acordo com alguns parâmetros que vão definir como está sua qualidade. Os produtores devem trabalhar com o processo de segregação desde a escolha das cultivares até a definição de lotes no armazenamento e na comercialização. Classe comercial e peso hectolítrico, entre outros detalhes, devem ser muito bem observados porque, consequentemente, isso fará com que a lucratividade dos produtores aumente.

A segregação favorece a minimização de perdas. A escolha das cultivares também é importante para que o produto final tenha qualidade e consiga competir para a redução da dependência do trigo importado, que atualmente representa mais da metade do consumo do produto no Brasil. Em resumo, hoje a segregação é uma exigência do mercado.

Segregação pela indústria

A segregação do trigo por parte da indústria é defendida pela Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), conforme afirma o presidente da entidade, Carlos Sperotto. “A Farsul defende a posição de que a estocagem do produto seja feita pela indústria, e não pelo produtor, para um consumo em 12 meses. Nosso objetivo é atender a demanda de quem está nos fazendo a encomenda. Vamos trabalhar neste sentido”, explica.