Ministério divulga territórios rurais que receberão núcleos de desenvolvimento

Destaque Rural | Portal do Agronegócio | Revista, Agricultura, Pecuária, Mercado

O Ministério do Desenvolvimento Agrário divulgou, em outubro deste ano, que 136 territórios rurais receberão Núcleos de Extensão em Desenvolvimento Territorial (Nedets) , resultado de parceria entre o ministério e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), firmada no primeiro semestre. Dos mais de 200 projetos apresentados, 86 foram aprovados e serão implementados em 2015 e 2016.

Dos mais de 200 projetos apresentados, 86 foram aprovados e serão implementados em 2015 e 2016. (Fabio Rodrigues-Pozzebom /Agência Brasil)
Dos mais de 200 projetos apresentados, 86 foram aprovados e serão implementados em 2015 e 2016. (Fabio Rodrigues-Pozzebom /Agência Brasil)

Estes núcleos vão assessorar os colegiados territoriais na produção de planejamentos de desenvolvimento do território e trarão ainda um trabalho específico para o empoderamento (ganho de poder) das mulheres das zonas rurais. “[Os Nedets] vão fazer uma assessoria técnica, uma assessoria na elaboração de projetos, no acompanhamento, no desenvolvimento e na elaboração do planejamento da gestão e da participação social desses 136 territórios que funcionam por meio de colegiados”, explicou o ministro Laudemir Müller.

O orçamento para os 86 projetos aprovados será R$46 milhões para 2015 e 2016. Vão trabalhar no núcleo um professor doutor de uma instituição de ensino superior pública, que é quem apresenta o projeto e será o coordenador, dois assessores territoriais, um profissional para as ações de apoio à participação das mulheres no desenvolvimento territorial e um estudante, geralmente de mestrado ou doutorado. Todos receberão bolsa de estudos.

Segundo o presidente do CNPq, Glaucius Oliva, os profissionais podem ser de diversas áreas, vai depender das especificidades do campus universitário de origem do professor que apresentou o projeto de atuação. “Dentro de cada território você tem especificidades que só o conhecimento vai poder identificar, articular, de forma a devolver esse conhecimento em forma de políticas em procedimentos, em organização que vão ajudar que cada território possa se desenvolver adequadamente”, explicou. (Fonte: Agência Brasil)